Paredes destruídas por pá-escavadora, blocos de cimento espalhados, linhas de fundação interrompidas a meio e um mercado improvisado entregue ao abandono. É este o retrato actual de uma parte do bairro de Jonasse, no município da Matola-Rio, província de Maputo, onde, há seis meses, se viveu uma vaga de ocupações ilegais de terrenos por indivíduos não identificados no contexto das manifestações violentas.
As casas precárias que haviam sido construídas de forma apressada foram todas demolidas por decisão do Conselho Municipal da Matola-Rio, numa acção destinada a travar a apropriação indevida de parcelas. Já o pequeno mercado que os invasores ali instalaram, com bancas improvisadas, continua de pé, mas vazio, como uma marca da instabilidade que ainda assombra a zona.
Hoje, embora a movimentação tenha diminuído, o medo permanece. Trabalhadores que continuam no terreno e proprietários que visitam ocasionalmente relatam um clima de insegurança, com receios de novas invasões e desconfiança em relação ao futuro.
As ocupações ilegais, que começaram em Janeiro do corrente ano, afectaram centenas de parcelas em vários pontos do país. Na altura, as autoridades alertaram sobre a ilegalidade das acções e prometeram agir. Leia mais…

