Nacional

Temos de deixar de reconstruir as mesmas infra-estruturas

O Governo moçambicano quer que a resiliência seja um tema permanente no processo de reconstrução pós-ciclones Idai e Kenneth para que o país possa sair do ciclo vicioso de reconstruir as mesmas infra-estruturas nos futuros eventos climáticos.

Segundo o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, o Governo apoia iniciativas que visam conceder assistência à população na reconstrução das suas habitações seguindo padrões de construção que garantem maior resiliência das mesmas.

Carlos Agostinho do Rosário, que falava no final da reunião preparatória da Conferência Internacional de Doadores, que decorreu hoje na cidade da Beira, província de Sofala, sublinhou que as acções de reconstrução identificadas para serem realizadas a curto prazo devem priorizar o equilíbrio entre a recuperação dos danos causados nas infra-estruturas e o relançamento da actividade económica, com destaque para a agricultura.

Ao apostar na agricultura estaremos a criar condições para garantir uma rápida recuperação da produção agrícola, melhorar os níveis de segurança alimentar e tirar a população afectada da dependência em relação à ajuda alimentar”, disse.

Mais adiante, enalteceu o interesse manifestado pelos parceiros de cooperação em conceder recursos para financiar a reposição das estradas, com destaque para as terciárias e vicinais de modo a assegurar uma maior competitividade rural.

Mais adiante, disse que o Governo espera que haja um envolvimento dos diferentes parceiros de cooperação na gestão e utilização dos recursos destinados à reconstrução para que este processo decorra da forma mais transparente possível e que sejam observadas as boas práticas de gestão da coisa pública.

Também apelou aos parceiros para que assumam que o espaço entre o anúncio das doações e dos desembolsos deve ser o mais curto possível para se assegurar a implementação das acções de reconstrução de infra-estruturas, recuperação da actividade produtiva e do tecido humano no curto prazo.

Reconhecemos que este é o início de uma longa caminhada e, por isso, iremos continuar a mobilizar mais recursos para o financiamento deste programa de reconstrução que prevê ainda acções de médio e longo prazos”, disse.  

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