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Segunda ponte da cidade de Tete: Obra vai a meio

ACIMA de 45 por cento da obra da segunda ponte sobre o rio Zambeze que ligará o Município de Tete e o distrito de Moatize, pela localidade de Benga, iniciada em 2011, foi já executado, segundo constatações feitas sábado pelo nosso Jornal e depois confirmadas pelo representante do Governo no projecto da nova ponte, engenheiro Mateus Jakisson. 

Já na ponta final estão as obras dos últimos dois pilares que se localizam no meio do rio num total de 23, que constituem aquela mega-infra-estrutura. Porém, devido ao elevado nível de assoreamento do Zambeze por estas alturas, o acesso dos barcos que transportam o material e pessoal ao local da obra é feito no meio de dificuldades.

 “Temos alguns constrangimentos. O rio está bastante assoreado, com muita areia o que dificulta o acesso dos batelões a alguns pilares, sobretudo a estes dois, no meio do rio, porque o nível da água é bastante baixo” – disse Mateus Jakisson.

Para se desembaraçar do problema, o empreiteiro da obra está a trabalhar junto à Administração Regional Centro do Rio Zambeze (Ara-Zambeze) e o Conselho de Administração da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, para encontrar uma saída de forma a aumentar o volume de descargas da barragem nos próximos dias elevando os níveis do caudal do rio, ajudando a normalizar o decurso da obra.

Relativamente à parte do solo firme de acesso à ponte, Jakisson disse que de ambos os lados os tabuleiros estão a ser colocados e em termos do progresso da obra já foram executados acima de 45 por cento, o que considerou de bastante positivo.

Algumas situações embaraçosas relativas às vias de acesso à ponte já foram sanadas, decorrendo neste momento as obras no traçado ora definido, no qual em alguns casos o empreiteiro está a construir algumas pontecas e aquedutos para posterior asfaltagem do pavimento.

A nova ponte sobre o rio Zambeze em obras desde Abril do ano passado encontra-se a cerca de cinco quilómetros a jusante da actual Samora Machel, com o comprimento de cerca de 715 metros e uma largura total incluindo passeios de cerca de 14.80 metros.

A infra-estrutura está sendo construída através de método de avanços sucessivos e a partir dos pilares, com recurso a dois pares de carrilhos de avanço com um vão máximo de cerca de 135 metros.

O orçamento daquele empreendimento que deverá ser concluído em 2015 é de cerca de 105.263.158,00 euros incluindo a reabilitação de cerca de 260 quilómetros de estrada que fazem a ligação da cidade de Tete às fronteiras com o Zimbabwe, a caminho de Harare e com o Malawi, para Blantyre. A empreitada, está a cargo de um consórcio constituído por três empresas portuguesas, nomeadamente Mota-Engil Engenharia e Construções, Soares da Costa Construções e Opway, cabendo à Mota Engil a liderança do consórcio.

A expectativa reinante é de que com a segunda ponte de Tete, se possa lograr descongestionar o intenso tráfego que se verifica na Ponte Samora Machel, reabilitada em finais de 2011, conhecido que é o problema do trânsito de camiões de grande tonelagem levando carga de e para alguns países da região.  

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