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Recursos naturais impulsionam geração de empregos

A geração de empregos e a melhoria de condições de vida destacam-se como principais ganhosresultantes da prospecção e exploração de recursos naturais em Moçambique.

Discursando na plenária da 103ª Conferência Internacional do Trabalho, a Ministra do Trabalho, Maria Helena

Taipo, disse terça-feira em Genebra que Moçambique tem vindo a registar níveis de crescimento económico bastante positivos, “estimulados pelosinvestimentos das empresasmultinacionais, não obstanteo facto de a geração de empregos decentes constituir aindaum grande desafio”.Entretanto, a governante ressalvou ser importante que as empresas multinacionais tenham uma responsabilidade acrescida nos locais onde desenvolvem as suas actividades, até para reduzir potenciais conflitos sociais com as comunidades, respeitando as leis nacionais e assumindo a sua efectiva responsabilidade social. “Nãopodemos ter um desenvolvimentosustentável se este nãofor centrado no capital humanolocal. O valor do investimentoreside na qualidadedo seu trabalhador, que deveestar dotado de capacidadepara promover a produção e aprodutividade”, explicou.

Abordando ainda a criação de empregos a partir dos recursos naturais, Helena Taipo sublinhou que, na sequência da descoberta de enormes reservas, cresce a apetência das empresas multinacionais em se estabelecer em Moçambique, daí que a outra vertente da acção do Governo tem sido o estabelecimento de parcerias com estas empresas no domínio da formação profissional, com vista à integração dos jovens, um exercício que tem contribuído para a profissionalização. Uma das medidas apontadas pela ministra do Trabalho no seu discurso foi a realização, recentemente, em Maputo, com o apoio da OIT, da Conferência de Alto Nível sobre Emprego, reunindo parceiros sociais, académicos, peritos nacionais e internacionais.

A conferência de Maputo tinha como objectivo desenvolver um conjunto de recomendações que contribuam para a formulação da Política Nacional de Emprego em Moçambique.

Naquele encontro, a ministra moçambicana desafiou representantes de diferentes países a produzirem linhas orientadoras que sirvam de alicerce para a concepção de melhores estratégias para a multiplicação de oportunidades de empregos dignos e a valorização do capital humano, incluindo a transição da economia informal para formal.

Helena Taipo disse que o seu país defende que o Homem esteja no centro do processo de desenvolvimento, capaz de responder às necessidades do mercado.

Entretanto, não se esqueceu da problemática da migração regional. Nesse contexto, frisou que a SADC tem sido um dos maiores focos de movimentos migratórios, quer internacionais, quer inter-regionais.

Com efeito, ministros e parceiros sociais responsáveis pelo emprego e trabalho na SADC aprovaram, em de Maio de 2013, em Maputo, o Plano de Acção Regional sobre a Migração Laboral, para 2013- 2015, visando desenvolver uma política regional harmonizada para a migração da mão-de-obra.

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