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RECONSTRUÇÃO PÓS-CHEIAS: Actividades retomam gradualmente em Gaza

Por Abibo Selemane

A vida tende a voltar à normalidade nas zonas afectadas pelas cheias na província de Gaza, sobretudo nos distritos de Xai-Xai e Chókwè. A população regressa às zonas de origem e o comércio dá sinais de vida. O foco do Governo está na melhoria de infra-estruturas, com destaque para estradas, de forma a permitir a circulação de pessoas e bens.

As atenções estão, igualmente, viradas para os sectores da Educação e Saúde, para garantir o início das aulas e o atendimento médico. Entretanto, no meio de inúmeras dificuldades, a população que se encontrava nos centros de acomodação está a intensificar a limpeza das casas, não obstante a falta de recursos para aquisição de novos bens. Alguns estabelecimentos comerciais reabriram, mas sem mercadoria para atender à demanda. Muitos produtos estragaram-se devido à chuva e outros foram furtados.

ESPECULAÇÃO DE PREÇOS

Alguns cidadãos que falaram ao domingo apontaram vários desafios para a província voltar a reerguer-se. A título de exemplo, investidores há que se encontram num dilema tendo em conta que, além da dívida à banca, perderam toda mercadoria. Comerciantes estimam em cinco a seis meses o período necessário para recuperarem.

No meio de preocupações, um facto tem entristecido: a especu ação de preços de produtos como óleo de cozinha, farinha de milho e arroz, que registam um subida que varia entre 20 e 50 por cento dos preços anteriores. José Ndava, representante dos agentes económicos do distrito de Chókwè, contou que as verduras são adquiridas na vila da Macia ou na cidade e província de Maputo.

A procura pelos produtos alimentares é elevada, e alerta que este problema poderá durar por muito tempo, pois somente nestes últimos dias os agricultores de Chókwè reiniciaram a lavoura e sementeira. A colheita poderá acontecer nos próximos três meses.

Entretanto, os produtores que desenvolvem as actividades nos regadios estão a enfrentar dificuldades, porque a água não está a correr nos canais devido à destruição de diques. Destacar que nos poucos estabelecimentos não atingidos pelas cheias e vandalizações a mercadoria foi vendida em menos de três dias. E, até quinta-feira, na cidade de Xai-Xai, onde se conta com mais de 1500 comerciantes, apenas oito tinham aberto os seus estabelecimentos. Os restantes continuavam com as limpezas. Mas há ainda os que não conseguiram mover uma palha sequer. Leia mais…


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