Não param de se multiplicar as contestações em relação à possibilidade da construção de um porto de águas profundas na região de Techobanine, ao largo da Área de Protecção de Maputo (APA).
Desde que foi anunciada a intenção de ser erguida a infra-estrutura portuária que os grupos ambientalistas se demarcaram em defesa de uma autêntica “jóia”, sob alegação de se tratar de uma parte do território que deve permanecer intacto devido ao seu importante papel para a manutenção do equilíbrio ecológico.
Techobanine refere-se a duas realidades relacionadas ao Parque Nacional de Maputo (PNM), designadamente o Sistema de Recifes de Techobanine (SRT), a maior área de protecção total marinha dentro do PNM, que está a ser avaliada para estudos de biodiversidade, e o Porto de Techobanine, um projecto de infra-estrutura portuária em Matutuíne, que, segundo ambientalistas, representa uma ameaça à conservação do PNM e das suas ricas zonas marinhas e terrestres.
Desta vez veio a terreiro dizer de sua justiça a Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), numa espécie de demarcação de território. O respectivo director executivo, Luís Bernardo Honwana, não foi nada brando quando se referiu ao intencionado projecto. Explicou que, desde à primeira hora que publicamente Leia mais…

