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Produtores apostam na exportação

Por admin

Moçambique exporta, por mês, cerca de quatro mil toneladas de ração para ruminantes, nomeadamente, bovinos, caprinos, ovinos, entre outros. Esta ração é produzida pela Companhia Industrial da Matola (CIM), na província de Maputo, que tem uma capacidade de produção instalada de dez mil toneladas mensais.

Para garantir o contínuo
fornecimento de rações
com alto padrão de qualidade,
aos produtores
agropecuários, sobretudo
avicultores, dos mercados
nacional e sul-africano, a divisão
Agro-Soluções da CIM lançou,
sexta-feira última, em Maputo,
uma nova marca denominada
FEPRO, através da qual a companhia
pretende competir nos
mercados nacional e regional.
A nova marca abrange rações
para quase todas as espécies
de animais, nomeadamente
monogástricos (aves, coelhos,
patos e porcos) e ruminantes
(bois, ovelhas e cabritos).
“A nossa intenção é oferecer
produtos e serviços tecnicamente
superiores em todos
os tipos de rações, para os
vários estágios de crescimento
dos animais”, assegurou
Alfredo Lopes, director-geral da
Companhia Industrial da Matola,
no decurso da cerimónia de
lançamento da nova marca.
Para além de rações, conforme
realçou Alfredo Lopes, a
marca FEPRO oferece serviços
de assistência veterinária aos
seus clientes farmeiros, como
forma de dar suporte ao seu negócio
e, deste modo, promover a
produção animal no país.
“Vamos, em breve, estabelecer
uma parceria estratégica
com a MSD, uma instituição
internacional que oferece
uma ampla variedade de
medicamentos e produtos de
uso veterinário, para disponibilizar
vacinas, pois queremos
que a taxa de conversão
do pinto do dia para o frango
seja feita o mais rápido possível”, disse, acrescentando que,
para este efeito, a companhia
conta com uma equipa interna
especializada, composta por veterinários
e nutricionistas, que
em tempo real faz a formulação
da ração de acordo com as necessidades
do cliente.
No mercado nacional, existe
maior procura por rações para
monogástricos (aves, coelhos, patos
e porcos), especialmente para
frangos de corte e galinhas poedeiras,
pois a avicultura nacional
encontra-se bem estabelecida.
Para o chefe dos Serviços
Provinciais de Pecuária de Maputo,
Danilo Latif, a FEPRO vai
acrescer valor na área da avicultura
ao nível da província.
“O lançamento desta nova
marca de rações vai galvanizar,
de certa forma, o desenvolvimento
do sector ao nível
da província de Maputo, e não
só”, realçou.
Acrescentou existir uma
grande procura de insumos avícolas,
constituindo as rações
um dos constrangimentos nesta
área, porque grande parte da
matéria-prima utilizada na sua
produção tem de ser importada
e, neste caso, temos a CIM que
produz e alimenta os mercados
nacional e sul-africano.

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