– Custódio Pedro, director-executivo da Associação de Produtores e Importadores de Bebidas Alcóolicas
TEXTO DE REGINA NAETE
O consumo de bebidas espirituosas, vulgo “xivotxongo”, continua na boca do mundo. Em entrevista ao domingo, Custódio Pedro, director-executivo da Associação de Produtores e Importadores de Bebidas Alcóolicas (APIBA), afirma que “deve-se fazer alguma coisa relativamente a essas bebidas, sob o ponto de vista de saúde pública, primeiro, mas também tributário, porque elas fazem algum tipo de concorrência desleal, na medida em que não cumprem com os requisitos fiscais, questões de qualidade, higiene, nem com outras normas vigentes no país”.
Custódio Pedro afirmou que comunga com a decisão de recolha da amostra para análise desta bebida, uma vez que o objectivo é salvaguardar a saúde pública e a economia do país.
“Precisa-se, de facto, analisar muito bem a questão da sua produção, comercialização e consumo. Mas, sabemos que o Governo está aí a fazer esse trabalho, visando não acabar com o negócio, mas regular e salvaguardar a saúde pública e a economia do país”, referiu.
Para ele, o impacto do seu consumo é extremamente negativo, porque as consequências são devastadoras.
“O consumo dessas bebidas traz consequências na saúde do indivíduo, a nível social, na sua família e comunidade, e outras áreas, então isso terá implicações na vida desse cidadão, principalmente, assim como na dos outros”.
O dirigente explicou ainda que há necessidade de avaliar o nível de álcool etílico importado no país em cada ano, a fim de se comparar com as indústrias que dispomos. Por outro lado, “o decreto, o regulamento sobre a produção, comercialização e consumo apresenta muitas lacunas. É preciso rever e, de facto, Leia mais…

