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PR enaltece esforços no combate as minas anti-pessoais

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, enalteceu hoje o esforço do país em matéria de desminagem que está a 90 por cento do fim, previsto para Dezembro do ano em curso.

Um outro ganho para o país é o facto de concorrer para ser o primeiro dos cinco países (como Afeganistão e Colômbia) mais afectados pelas minas a cumprir as suas obrigações no âmbito da convenção para o banimento das minas anti-pessoais.

Falando, em Maputo, na abertura da terceira Conferência Internacional de Revisão da Convenção de Otawa, para o Banimento de Minas Anti-Pessoais, que decorre sob o lema “Um Mundo Livre de Minas”, o presidente disse que país atribui uma atenção especial a problemática das minas anti-pessoais.
A nossa acção consequente pela causa da proibição geral das minas anti-pessoais foi determinante para que Moçambique fosse um dos pioneiros da campanha internacional para o banimento deste tipo de armas”, disse Guebuza.

Acrescentou ainda que o processo de desminagem, munido de complexidade na sua execução, é um grande desafio para o país no que se refere aos custos materiais, tecnológicos e financeiros envolvidos.

Dados do Instituto Nacional de Desminagem (IND) indicam que, no período de 2008/13, o país gastou cerca de 65,8 milhões de dólares norte-americanos, dos quais cerca de 11 milhões foram disponibilizados pelo governo de Moçambique e o restante pelos parceiros.

No decurso das últimas décadas temos desempenhado e com sucesso na superação desses desafios e, mais recentemente, o programa quinquenal do governo 2010/14 fixou entre os seus objectivos prioritários a conclusão do processo de remoção e destruição das minas anti-pessoais, o desenvolvimento institucional e a implementação do programa de educação cívica sobre o perigo das minas e da promoção de assistência às pessoas vítimas das minas”, disse o estadista.

Acrescentou ainda que “esta é mais uma oportunidade para, em nosso solo pátrio, reafirmamos o nosso compromisso, engajamento e sintonia com o empenho global visando a eliminação total das minas anti-pessoais”.
Guebuza agradeceu a todos os parceiros que têm ajudado o país na causa e encorajou-os a continuarem com esta acção humanitária.

Gostaríamos de convidar a comunidade internacional a continuar connosco nesta recta final em que nos encontramos para que, em conjunto, possamos celebrar um Moçambique livre de minas”.
Guebuza reforçou a ideia da campanha da conferência de Maputo, a qual apela para um mundo livre de minas até 2025.

Por seu turno, a coordenadora do Tratado de Otava, a activista estadunidense Jody Williams, disse ser mais importantes as acções dos estados do que o próprio tratado.

 

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