Nacional

População rejeita sementes geneticamente modificadas

O Chefe da Estação Agrária de Chókwè, Samuel Camilo, revelou semana passada, em Gaza, que há um grupo de pessoas mal intencionadas que está a dissuadir produtores de adquirir sementes daquela instituição porque alegadamente são produzidas através de organismos geneticamente modificados.

 

Samuel Camilo, explicou que a estação agrária está a desenvolver um estudo de variedades de milho tolerantes à seca, insectos e inundações, usando a biotecnologia e o melhoramento convencional de modo a garantir a segurança alimentar.

A implementação do projecto está a cargo de instituições de pesquisa agrárias de cinco países de Africa suh-sahariana, nomeadamente,Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), Conselho de Investigação de África do Sul (ARC), Instituto de Investigação Agrária de Quénia (KARI), Conselho Nacional de Transferência de Tecnologias da Tanzânia(COSTEC), Organização Nacional de Investigação Agrária de Uganda (NARO), fazendo igualmente parte do projecto três organizações internacionais, designadamente a Fundação Africana de Tecnologias Agrícolas (AATF), Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT) e uma empresa multinacional de sementes (Nonsato).

O estudo de variedades de milho geneticamente modificado ainda não iniciou porque o estatuto foi aprovado recentemente pela Assembleia da República. Provavelmente este ano, no mês de Março, é que serão produzidas primeiras amostras de sementes de milho geneticamente modificado ao abrigo de um projecto de dez anos.

Dados em nosso poder indicam que para amenizar o suposto boato nos produtores, o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e outras instituições tiveram que reunir-se com a comunidade e algumas estruturas daquele distrito com vista a explicar e tirar dúvidas acerca da produçãoou comercialização daquelas sementes.

Esclarecemos aos nossos parceiros, que são camponeses, que ainda não foi desenvolvido o estudo de variedades do milho, mas no futuro haverá, o que não significa que o produto proveniente daquelas culturas vai ser directamente vendido. Há regras por seguir: temos que ensaiar a plantação do milho, tirar os dados até que se prove que esta cultura é adequada para comercialização no mercado nacional. No entanto, haverá máxima segurança no local onde será implantado o projecto, para garantir que não haja furtos de sementes para serem comercializadas antes da certificação”, explicou.

O Chefe da Estação Agrária de Chókwè disse ainda que há vários grupos de pessoas que não querem ver essa cultura geneticamente modificada a evoluir.

Idnórcio Muchanga

aly.muchanga@gmail.com

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