Nacional

População jubila com a nova central elétrica

Grande parte de populares contactados pelo nosso jornal no distrito de Muembe, na província de Niassa, mostraram-se satisfeitos com a inauguração, há dias, da Central Elétrica alimentada por painéis solares, cerimónia dirigida pelo Presidente da República, Armando Guebuza, no âmbito da sua visita àquele ponto do país, inserida na Presidência Aberta e Inclusiva.

A Central Eléctrica de Muembe já está a beneficiar pelo menos 350 famílias e várias instituições públicas e privadas prevendo-se que nos próximos tempos mais 150 famílias passem a fazer parte do universo de beneficiários daquele sistema com capacidade de gerar cerca de 400 Kilowats.

Trata-se de um investimento de importância socioeconómico crucial e que custou conjuntamente com as centrais de Mavago e Mecula cerca de 35 milhões de dólares norte-americanos desembolsados pelo Governo moçambicano e alguns dos seus parceiros de cooperação.

O distrito de Muembe fica localizado na parte nordeste da província do Niassa, a 75 quilómetros da capital provincial, Lichinga. Depois da inauguração daquele estratégico empreendimento energético, a população cantou e dançou ao som dos tambores, numa clara demonstração de que a vida naquela vila jamais será semelhante a de há dez anos, quando Armando Guebuza assumiu a espinhosa tarefa de dirigir e reerguer um país devastado pela guerra fratricida dos 16 anos.

Aliás, conforme referiu Guebuza, numa das visitas que efectuou ao Niassa, a população, em uníssono, solicitou que o Governo expandisse a rede eléctrica para Muembe. Em busca de respostas positivas para o anseio daquela população em Abril de 2013, a Overseas International Aliance (OIA), depois de ganhar um concurso internacional, subcontratou a empresa Electrotec para executar as obras de implantação da referida central eléctrica e que viriam a terminar cinco meses depois, em Setembro do mesmo ano, juntamente com as que tiveram lugar nos distritos de Mavago e Mecula.

António Mbela, combatente da luta de libertação nacional, é um dos residentes da vila sede de Muembe que testemunhou aquele acto, classificando-o de histórico na medida em que vai contribuir sobremaneira para melhorar as condições de vida das populações, dinamizando as actividades produtivas e de geração de rendimento, através do uso de motobombas elétricas, por exemplo.

A energia vai impulsionar o desenvolvimento socio-económico do nosso distrito e aumentar a produtividade da nossa actividade agrícola”, declarou aquele ancião, de 70 anos apontando os estabelecimentos escolares, centros de saúde, sistemas de abastecimento de água e pequenas indústrias transformadoras, nomeadamente as moageiras, como estando na órbita das infra-estruturas que poderão tirar maior proveito deste esforço do Governo que vai catapultar a economia local a outros patamares.

Para Mbela, a governação de Guebuza marca diferença precisamente no facto de ele ter apostado bastante na reconstrução do país colocando no topo das prioridades as zonas rurais.

Hoje, é possível testemunhar em quase todas as zonas recônditas do nosso país um crescimento assinalável e visível”, sublinhou António Mbela, ao mesmo tempo que sensibilizava o sucessor de Guebuza, Filipe Jacinto Nyussi, para, em caso de ser eleito presidente de Moçambique nas eleições de 15 de Outubro próximo, priorizar a construção de vias de acesso, com destaque para a estrada que liga Lichinga a vila-sede de Muembe, a qual nesta época do ano está quase intransitável.

A anciã Alesse Chaibo, camponesa de 75 anos, que deixou cair lágrimas quando Armando Guebuza anunciou que no fim deste ano deixaria o poder, referiu-se ao Chefe do Estado moçambicano nos seguintes termos: “Acompanhei várias fases do nosso país, mas em nenhum momento vi um governante como Guebuza. Homem preocupado com o bem-estar do seu povo. Uma das provas é esta central, cuja inauguração hoje testemunhámos. Mesmo sabendo que directamente não vou beneficiar deste empreendimento, por residir muito longe da vila, estou satisfeita por saber que com energia o distrito vai crescer, as pessoas vão poder consumir produtos frescos e vão aumentar as suas áreas de produção usando as mais recentes tecnologias de produção”.   

Aliás, a mensagem da população de Muembe apresentada ao Chefe do Estado enaltecia, entre outras realizações, a electrificação do Niassa, a expansão da rede de telefonia móvel, sanitária, escolar, a construção de mais furos de água potável, a alocação do fundo de desenvolvimento distrital, FDD, e a construção de vias de acesso para facilitar a livre circulação de pessoas e bens.

Estas iniciativas, na opinião das comunidades rurais, vieram dar um outro alento à governação de Guebuza, bem como melhoraram substancialmente a vida das populações com a entrada na sua fonte de rendimento dos “sete milhões” de meticais.

Entretanto, apesar de reconhecerem o inegável desempenho do Governo nos últimos 10 anos, os residentes de Muembe são unânimes em lamentar o estado crítico em que s encontra a principal rodovia de Niassa, a EN13, que liga as províncias de Niassa e Nampula e, por conseguinte, dá acesso ao Mar.

Sobre o assunto, Guebuza não se alongou, mas deixou transparecer que as condições básicas para a construção desta estratégica rodovia estão criadas.

Aliás, algumas informações apuradas indicam que o Governo e parceiros garantiram um financiamento para a asfaltagem daquela via, tendo, para o efeito, sido aberto um concurso internacional para se encontrar empreiteiros que se encarregarão de executar as obras.

Fala-se de três lotes que compreenderão a construção das EN13, nomeadamente Cuamba/Muita, Muita/Massangulo e Massangulo/Lichinga, sendo que os dois primeiros lotes estão à espera de vencedores, depois de lançados os respectivos concursos de adjudicação.

Tal como afirmou o Presidente da República, a construção da estrada Lichinga/Cuamba é uma das principais preocupações do Governo. “Se ainda não foi asfaltada é porque faltaram recursos financeiros para a execução das obras”, rematou Guebuza, afirmando que, neste momento, o processo está numa fase avançada, com a mobilização de fundos já garantida.

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