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Placas de proibição para zonas de inundações

O Conselho Municipal da Matola está a colocar placas de proibição de construção de habitações em zonas propensas a inundações para evitar a repetição do drama que se instala nos bairros durante a época chuvosa.

Ciclicamente, nos meses de Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro de cada ano, centenas de famílias residentes nalguns bairros da Matola confrontam-se com inundações nas suas residências, perdendo bens e, muitas vezes, transferindo-se para zonas seguras.

Neste 2015 o cenário repetiu-se e várias famílias foram reassentadas em novos bairros. Mas, tal como sucedeu no passado, os beneficiários, volvidos alguns meses, podem retornar às zonas de risco, livrando-se dos talhões concessionados pelo município.

Para evitar a situação, a direcção do Município da Matola, em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), está a levar a cabo um programa de instalação de placas de identificação de zonas vulneráveis às inundações.

O Município da Matola identificou 21 zonas de risco na autarquia. Rocha Nuvunga, delegado do INGC na província do Maputo, disse que cerca de 1500 famílias foram afectadas pela época chuvosa ainda em curso.

– “Ainda é fresca nas nossas memórias o impacto das inundações ocorridas em Dezembro de 2014. Mais de 1500 casas ficaram inundadas, a par da obstrução de valas e drenagens. Algumas das casas permanecem com água nos quintais até hoje” – lembrou Rocha Nuvunga.

Referiu que o quadro legal confere legitimidade aos conselhos municipais para demarcar zonas de risco de inundações e impedir a sua ocupação desordenada.

“Coordenamos com o município para o levantamento dos bairros com maior potencial de inundações para que neles concentrarmos esforços de mitigação”, explicou a fonte.

 

 

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