Orlanda da Silva, de 42 anos, é filha de um angolano e uma moçambicana. Passou mais da metade da sua vida em Moçambique, onde se formou em Psicologia na Universidade Pedagógica. Em Janeiro de 2014 decidiu largar o emprego e rumar para Angola.
Mesmo sem ter certeza do que ia acontecer, na época, estava motivada e certa de que precisava de acreditar no processo e que devia ser atrevida para conseguir iniciar a vida noutro país. Aliás, a única certeza que tinha era de que precisava de tentar.
“É preciso correr riscos e não olhar para um eventual fracasso como o fim de tudo. Às vezes, fracassamos na fase inicial, mas isso não pode determinar se você vai ficar ou não. Neste tipo de mudança, os primeiros meses têm sido complicados, mas isso não deve ser determinante para o futuro. É um aprendizado.”
Orlanda conta que saiu de Moçambique numa altura em que tinha emprego, que não era mau, mas acreditava que precisava de vivenciar outras experiências. Na época, tinha traçado uma meta de 12 meses, se ao fim deste período não tivesse alcançado a sua Leia mais…

