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Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militar operam a partir de Novembro

As sub-equipas de Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares deslocar-se-ão as subdelegações nas províncias de Sofala e Tete, Nampula e Inhambane, a partir de 29 do mês em curso.

O facto foi ontem revelado pelo chefe da delegação do Governo e Ministro da Agricultura, José Pacheco, na conferência de Imprensa no final da 81ª ronda do diálogo político ainda em curso na capital Maputo, envolvendo o Governo e a Renamo).

O trabalho está em franco progresso. Nós adoptámos que a partir do dia 29, as equipas já se vão desdobrar para ocupar as posições nas quatros províncias. Assim, a partir daí se processam os actos conducentes à integração na Polícia moçambicana e nas Forças Armadas, assim como a reinserção económica e social e esperamos obter mais avanços nos próximos dias”, disse Pacheco.

Por seu turno, o chefe da delegação da Renamo e deputado pelo mesmo partido, Saimone Macuiana, manifestou a sua preocupação com  o atraso do Reino Unido, porque como está previsto na lei o coronel da subunidade de Sofala virá do Reino Unido, mas ainda não está em Maputo. “Está é a nossa preocupação”.

Os Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares têm 135 dias para fiscalizar a cessação das hostilidades em Moçambique. A equipa é constituída por um total de 93 homens com um comando central em Maputo e quatro subequipas nas províncias de Sofala, Inhambane, Tete e Nampula.

O Comando Central de Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares, em Maputo, será composto por cinco oficiais, sendo o comandante um brigadeiro do Botswana, coadjuvado por um coronel da Itália, um coronel do Zimbabwe, um tenente-coronel dos EUA e um major.

Este grupo, que foi oficializado no mês em curso, é constituído por nove países, nomeadamente, Botswana, Itália, Zimbabwe, Cabo-Verde, e África do Sul, Estado Unidos de América e o Reino Unido, estes dois últimos ainda não estão em território moçambicano.

Nos termos de Referência dos Observadores Militares serão integrados 23 oficiais militares estrangeiros e ainda 70 oficiais moçambicanos, na proporção de 50 por cento do Governo e 50 por cento da Renamo.
No capítulo operativo, eles vão observar, monitorar e garantir a implementação do processo de cessação de hostilidades militares e o início das fases subsequentes, nos termos previstos no Memorando de Entendimento, em anexo aos presentes Termos de Referência que dele faz parte integrante.

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