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Novas medidas aliviam sufoco dos utentes

Um mês depois da entrada em vigor das novas medidas para o serviço de transporte semi-colectivo de passageiro, nomeadamente, o aumento de tarifas e combate ao encurtamento e desvio de rotas, os utentes sentem-se aliviados do sofrimento 

por que passavam, pois ao invés de gastarem 20 ou 30 meticais para chegarem ao seu destino, hoje pagam apenas sete ou nove meticais quando se trata de uma viagem. Se for ida e volta, despendem apenas entre 14 e 18 meticais, conforme a distância. Entretanto, os transportadores, por sua vez, dizem sentirem-se “prejudicados”, alegadamente porque as medidas aplicadas pelas autoridades, no caso de violação das normas, são duras.

 

De facto, domingo soube do porta-voz da Polícia Municipal de Maputo, Lázaro Valoi, que de 16 a 28 de Novembro foram parqueadas e multadas um total de 60 viaturas, das 81 denúncias populares.

Volvido quase um mês desde que as medidas entraram em vigor, segundo os utentes, o serviço de transporte naquelas autarquias conheceu significativas melhorias. Os encurtamentos e desvios de rotas que eram sistemáticos em todas as rotas passaram a ser novidade, as correrias dos passageiros para apanhar o carro reduziram. Nas horas mortas, até parece haver “chapas” a mais.

Em terminais como de Xiquelene, Albasine, Zona Verde, Magoanine, Benfica, onde os utentes dos “chapas”, na sua maioria alunos, funcionários e vendedores informais eram obrigados a ficar horas a fio à espera de transporte que lhes levasse ao seu destino nota-se uma grande mudança. Chega a parecer que foram introduzidos novos carros.

Aliás, em conversa com alguns passageiros naqueles terminais, a nossa reportagem notou a sua satisfação, não obstante o facto de as tarifas terem sido reajustadas.

É que, de acordo com eles, as autoridades municipais passaram a ser mais exigentes no cumprimento das normas, com isso, qualquer automobilista que tentar violar o acordo estabelecido entre as duas partes, neste caso o município e os transportadores, recebe imediatamente uma multa.

Nos locais de espera, são notáveis filas organizadas de forma a permitir uma entrada ordeira nos transportes semi-colectivos de passageiros. Existem, inclusive, passageiros que se dão ao luxo de ficar mais um tempo à espera do machimbombo, alegadamente porque cobra um valor relativamente acessível.

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