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Moçambicanos graduados na China regressam ao país

Vinte e quadro jovens moçambicanos graduados na República Popular da China, no presente ano regressam brevemente ao país, após cinco anos de formação em diversas áreas, em  universidades chinesas.

Segundo uma nota da embaixada moçambicana na República Popular da China envida esta semana à nossa Redacção, deste grupo de 24, fazem parte 11 mestrados, de um contingente de 96 estudantes bolseiros financiados pelo grupo privado chinês, Kingho Group. Os restantes são bolseiros financiados pelo Governo da China.

De acordo com a nota, os graduados que terminaram os seus estudos no presente ano são fruto de um esforço do Governo Moçambicano para a formação em áreas diversas no exterior, tais como Engenharia de Minas, Ambiental, Informática, Electrónica, Química, Mecanica,de Construção Civil, Agronomia, Economia, Sistemas de  Informação e Comunicação, Economia e Comércio Internacinal, Veterinária, Medicina Geral e Cultura e Língua Chinesa  e vêm se juntar  aos 78 já graduados  em 2012, 2013 e 2014.

Encontram-se, presentemente  na China, 196 estudantes dos 240 que até 2014 constituía o total do contingente, frequentando diversos cursos e especialidades nos graus de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento e distribuídos em cerca de 18 Províncias/Cidades chinesas, incluindo a Região Administrativa Especial de Macau, sendo de destacar Beijing, Hubei, Shanghai, Nanjing, Guangzhou, Tianjin, Harbin, Shandong, Jilin, Jiamusi,Changchun e Chongqing. A Província nordeste Chinesa de Hubei é a que acolhe maior número dos nossos estudantes, num total de 60. Os cursos são ministrados em língua chinesa, exceptuando-se os cursos de Direito e Engenharia em Macau, que são leccionados em língua portuguesa e inglesa. 

Em termos gerais e, ainda sobre o número total da Comunidade Estudantil Moçambicana na China, incluindo os da Região Administrativa Especial de Macau ( RAEM), pode-se afirmar que a nossa Comunidade Estudantil na China atingiu um número considerável nos  últimos 10 anos, depois de se situar em seis(6) estudantes, em 2003, contando agora 196. 

De referir  que do total do contingente actualmente neste país(196 estudantes), 94 são estudantes  bolseiros financiados pelo Grupo Kingho, uma iniciativa sem precedentes de apoio de um grupo privado na China, que  protagonizou esta iniciativa piloto de financiamento de bolsas de estudo a jovens  moçambicanos para formação superior, em diversas  áreas , isto no âmbito da sua responsabilidade social.

Esta iniciativa foi consubstanciada pela assinatura, em 2010, de Memorando de  Entendimento entre o Ministério da Educação e o Grupo Kingho, para o estabelecimento  do “Kingho Fund”, ao abrigo do qual foram atribuídas 100 bolsas para formação na RPChina  e a selecção dos candidatos foi liderada  pelo Instituto de Bolsas de Estudo(IBE), tendo sido, na altura seleccionados 70 rapazes e 30 raparigas,  de todas as províncias do país.

Esta iniciativa que é pioneira, do seu género, de um sector  privado chinês, com  potenciais interesses no nosso país,  no domínio da exploração e desenvolvimento da  indústria  mineira,  com base no princípio de planeamento  de " economia circulante", como  ficou conhecida, respondeu positivamente, em 2010, ao nosso apelo para apoiar os esforços do nosso Governo para formação e desenvolvimento de futuros quadros técnicos especializados para  a indústria mineira, hidrocarbonetos, agricultura, economia e gestão, entre outras especialidades.

A este exemplo, que se enquadra na responsabilidade social e desenvolvimento da capacidade humana local, foi seguido por outros grupos chineses que uma vez mobilizados por esta Missão, em coordenação com a Sede, passaram a atribuir bolsas aos nossos estudantes na capital e outros em alguns casos na China, como são os casos dos Grupos HUAWEI, que financia um programa de bolsas a estudantes em algumas Universidades públicas e privadas no País num total de 500 bolsas, por um período de 10 anos;  ZTE um grupo público, que financia com mais de 50 bolsas para um período de 5 anos, também leccionadas no País, com alguns casos a poderem vir para RPChina na Universidade Tecnologias do Grupo;  HENAN GUO JI  um grupo privado, parceiro do Fundo de Fumento de Habitação, do projecto habitacional do INTAKA, que conta com 3 estudantes  na China  nas áreas de engenharia civil e tecnologia e JINAN YU XIAO AFRICA GREAT WALL GROUP, empresa privada na  área de exploração das areias pesadas, em Angoche, na Província de Nampula e Chinde na Província da Zambézia, com 10 estudantes,  já seleccionados para frequentar cursos universitários de Engenharia  de Petróleo e Minas, na RPChina, a iniciar  em  Setembro de 2015.

A conclusão dos 11 estudantes  deste Grupo no nível de  Mestrado e o seu regresso ao  País de onde se encontram desde  dia 12 de Julho corrente e a conclusão do nível de licenciatura dos restantes estudantes, prevista para em 2016, é o inequívoco testemunho e demonstração do empenho dos estudantes  e as boas condições logísticas,dispensadas aos estudantes, pelas autoridades chinesas, não havendo registo de desistências, se não de três casos  registados, em 2011 e 2012, de interrupção por motivos de doenças(2) e gravidez(1), esta constatada no interior da China, após chegada da candidata.

Estes finalistas vão se juntarem assim, a outros 78 que concluíram a formação superior e pós graduação, em 2012 (28), 2013 (27) e 2014(13) na RPChina. A Comunidade Estudantil Moçambicana, neste País, é conhecida pela sua exemplaridade no performance académico e disciplina e superação individual e colectiva  de contingências próprias de ambientes académicos no exterior. O exemplo disso, foi a atribuição de diplomas e prémios de alguns melhores estudantes do Grupo Kingho, pelo seu alto empenho e aproveitamento no final do primeiro ano de académico de aprendizagem de língua chinesa.

Por ocasião da partida deste grupo de 11 finalistas, a Embaixada de Moçambique em Beijing organizou um encontro de confraternização com os mesmos que serviu  para registo das lições apreendidas e recomendações, tendo na ocasião, o representante do Grupo ter expresso o apreço e reconhecimento ao Governo Moçambicano pela oportunidade e apoio que lhes foi dado, para estudos no exterior, bem como a hospitalidade do Governo Chinês, que lhes permitiu a criação de um ambiente favorável para conclusão com sucesso dos seus estudos. 

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