
O Ministério da Saúde (MISAU),através do programa “Saúde Escolar do Adolescente”, vai introduzir, ainda este trimestre, um programa educativoque visa reduzir a ocorrência de gravidez precoce em raparigas.
O programa em causa vai abranger adolescentes e jovens com idades compreendidas entre 15 a 24 anos. O referido pacote de prevenção vai incluir métodos contraceptivos tais como pílulas, planeamento familiar, Dispositivo Intra-Uterino (DIU), implante, entre outros.
Para a sua efectivação os técnicos de saúde efectuarão regularmente visitas às escolas com intuito de orientar as raparigas como usar os contraceptivos. “Com estes métodos, a MISAU espera devolver às raparigas o espaço de “sonhar”. Depois de estarem informados sobre as metidas de prevenção poderão escolher a que julgarem melhor”,disse Joaquim Saquene, agente de Saúde Escolar do Adolescente.
Os ritos de iniciação, casamentos prematuros,com a cumplicidade de alguns pais e encarregados de educação,e o abuso sexual de menores são as principais causas da gravidez precoce.
Dados em nosso poder indicam que em Moçambique estima-se que 40 por cento das jovens de 20-24 anos tiveram filhos antes dos 18 anos e cerca de dezoito por cento das raparigas estão casadas antes de 15 anos de idade, e 52 por centocontraíram matrimónio antes de completar 18 anos.
O pessoal da saúde explicou que devido as implicações que a gravidez precoce pode provocar, este tipo de gestação é considerado gravidez de alto risco e deve ser acompanhada por profissionais de saúde qualificados para evitar ou diminuir o impacto das consequências.
“Durante a gravidez e no parto podem surgir complicações indesejáveis. A fístula obstétrica é uma situação que surge quando há um parto arrastado, trata-se de uma complicação do trabalho de parto que é resultado da incompatibilidade do espaço de onde o bebé devia sair e não só”, disse Saquene

