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Melhora reembolso dos 7 milhões em Guijá

O distrito de Guijá, localizado na província de Gaza, tem registado melhorias significativas no que toca ao reembolso do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões.

Dados em nosso poder indicam que em 2013 foi restituído um milhão e duzentos mil meticais, o que corresponde a nove por cento. Este ano de 2014, nos primeiros três meses, já foram devolvidos aos cofres do governo distrital perto de um milhão e quatrocentos.

Esta melhoria na restituição dos valores deve-se à nova estratégia adoptada pelas autoridades locais, que consiste na capacitação dos mutuários em matérias de gestão de projectos e, igualmente, aos encontros constantes e visitas de monitoria e avaliação dos empreendimentos.  

Desde o ano passado entendemos que devíamos capacitar os mutuários em gestão de projectos para que possam ter informação básica para elevar produção e garantir os lucros necessários para que o projecto não vá à falência”, referiu a secretária permanente do distrito, Argentina Manhique, tendo em seguida referido que, em Guijá, já foram aprovados cerca de 600 projectos, e para o ano de 2014 a expectativa é de financiar 100 projectos. 

Dados colhidos indicam que os sectores que mais procuram financiamento são o da agricultura, do comércio, da pecuária e serralharia.

No que concerne ao desenvolvimento económico de uma forma geral, no ano passado, o distrito de Guijá registou um crescimento global na ordem de 96 por cento.  

PROJECTOS TÊM RESULTADOS VISÍVEIS NAS COMUNIDADES

Os projectos de investimentos provenientes dos sete milhões já têm resultados visíveis nas comunidades locais. A título de exemplo, ao nível da vila de Caniçado, um dos mutuários ergueu uma pequena fábrica de produção de sabão. A fábrica, denominada FASAG – Empresa de Sabão de Guijá, existe há três anos e emprega três homens.

O sabão produzido é vendido por todo distrito de Guijá e na província de Inhambane. A matéria-prima é trazida de Inhambane, Maputo e da África do Sul.

Actualmente, trabalha-se no sentido de expandir este negócio, tendo sido aberta uma mercearia onde são vendidos produtos diversos, resultante dos lucros obtidos da venda de sabão, segundo disse o representante da FASAG.

Foram, também, abertos aviários, padarias e moageiras, entre outras infra-estruturas.

Os projectos agrícolas, apesar das cheias de 2013, tiveram boa colheita, segundo garantiu a secretária permanente do distrito, Argentina Manhique.

Entretanto, para além dos pequenos empreendimentos resultantes dos sete milhões, foi construída uma fábrica dedicada à produção de banana. A primeira colheita foi feita no ano passado. Este produto é vendido no mercado local, ao nível da província e já está a ser exportado para a África do Sul.

ESTRAGOS DE 2000 AINDA SE FAZEM SENTIR

Num outro momento, Argentina Manhique disse à nossa Reportagem que os estragos causados pelas cheias do ano 2000 ainda se fazem sentir no distrito de Guijá. Citou como exemplo, um rombo que foi aberto e que devido à exiguidade dos fundos ainda não foi possível repará-lo.

Isso obriga-nos a erguer um tipo de infra-estruturas mais resistente a estes fenómenos, caso contrário continuaremos com as destruições que se têm verificado anualmente”.

Entretanto, em 2013 os distritos de Guijá e de Chókwè sofreram cheias avassaladoras. A velocidade das águas era elevada, tendo destruído muitas infra-estruturas, a título de exemplo, a estrada que liga Guijá-Chibuto, onde todas as pontes foram deitadas abaixo. 

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