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MÉDICOS REGRESSAM ÀS CASAS

Ainda de acordo com o presidente da Associação Médica de Moçambique, o Ministério da Saúde já revogou a circular 191/GMS/08, de 16 de Junho de 2008, que obrigava os médicos moçambicanos 

 

nas capitais provinciais a abandonarem as casas atribuídas e arrendadas pelas instituições de saúde, onde se encontram a trabalhar.O motivo alegado era a insuficiência de fundos para suportar as despesas de arrendamento.

“ Já não serão retiradas as casas aos médicos. As despesas de arrendamento voltam a ser suportados pelo Ministério da Saúde”, disse Jorge Arroz ao domingo.

De recordar que sobre este assunto, a Associação Médica de Moçambique e a Ordem dos Médicos de Moçambique já tinham endereçado uma carta ao Ministro da Saúde, exprimindo a sua revolta, tendo em conta que “a medida tem consequências nefastas e não é praticável tendo em conta as condições económicas do médico”

Na referida carta, datada a 16 de Outubro de 2012 (a que domingoteve acesso), os médicos solicitavam ao ministro a revogação da polémica circular, de forma a permitir uma melhor dignificação e auto-estima do médico moçambicano.

“Se aos médicos estrangeiros o Governo consegue efectuar uma despesa estimada em 70 mil meticais mensais em arrendamento de quarto de hotel e refeições, porque não pode pagar um arrendamento de 15 a 20 mil meticais aos médicos do seu país?” , questionam os médicos moçambicanos , perguntando ao Governo como é que o médico, com o seu mísero salário de 21 mil meticais mensais, vai alugar uma casa para si e família. Refira-se que este valor, é o mesmo que os professores licenciados de escalão N1 recebem no país, daí se questionando a situação destes depois da resolução do problema dos médicos.

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