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MATRÍCULAS: Escolas não atingem meta da primeira classe

 Várias escolas do ensino primário, distribuídas em diferentes distritos do país, não atingiram a meta prevista de alunos por matricular na 1.ª classe para o presente ano lectivo, 2017, cujo arranque está previsto para o próximo dia 20 do mês corrente. As cerimónias centrais terão lugar na província de Sofala, que culminarão com a inauguração de uma escola primária no distrito de Gorongosa.

O processo de matrículas
da 1.ª classe iniciou
no passado mês
de Outubro e terminou
na última sexta-
-feira, 30 de Dezembro, 2016.
Contudo, há planos de se
estender para os próximos
dias por forma a abranger mais
crianças com idade escolar.
O Ministério da Educação e
Desenvolvimento Humano previa
inscrever para esta classe
1.376.934 crianças. Neste momento
foram matriculados mais
de 600 mil alunos, dos quais
63.816 na província de Sofala,
48.980 mil em Manica, 146 mil
na Zambézia.
Até na semana finda tinham
sido matriculados 42 por cento
de crianças em idade escolar,
sendo a província do Niassa
com o registo mais baixo, 26
por cento. A cidade de Maputo
teve mais alunos inscritos, com
76 por cento.
De acordo com dados fornecidos
pelo Ministério da Educação
e Desenvolvimento Humano,
cerca de seis províncias não
conseguiram inscrever a metade
do que estava previsto, como
é o caso de Niassa, Zambézia,
Gaza, Inhambane e Manica.O porta-voz do Ministério da
 
Educação e Desenvolvimento
Humano, Ivan Collinson, disse
na passada quinta-feira que 21
distritos conseguiram inscrever
12 por cento, 51 distritos 32 por
cento, 46 conseguiram 29 por
cento, 36 registaram 23 por cento
e cinco obtiveram três por cento.
Sem falar sobre o tempo que
poderá durar o prolongamento,
a nossa fonte disse que a decisão
vem na sequência da constatação
segundo a qual muitos
pais e encarregados de educação,
por vários motivos, têm
o hábito de deixar o processo
para o início das aulas.
LIVRO DA 1.ª e 2.ª A
PARTIR DE FEVEREIRO
A distribuição do livro escolar
da 1.ª e 2.ª classes, do Sistema
Nacional de Ensino, poderá
iniciar em finais do próximo
mês de Fevereiro. Neste momento
decorre a sua impressão.
Alguns directores provinciais
que falaram com a nossa
equipa de Reportagem referiram
que a falta deste livro nos primeiros dias das aulas não
poderá influenciar negativamente
o aproveitamento pedagógico
dos alunos, uma vez que o Governo,
apercebendo-se da situação,
preparou temas de referência
e orientou os professores a
disseminá-los, e foram também
capacitados com matérias para
assegurar o primeiro trimestre.
Entretanto, actualmente as
direcções provinciais estão a proceder
à distribuição do livro da
3.ª e 7.ª classes aos distritos. Por
exemplo, a província de Sofala já
fez a distribuição na semana finda
nos distritos de Caia, Muanza,
Cheringoma e Nhamatanda.
O director provincial da Educação
em Sofala, Manuel Chicamisse,
disse, há dias, que a sua
província vai distribuir no presente
ano 1.084.640 livros do ensino
primário, sendo 780.220 do Ensino
Primário do 1.° grau e 304.420
do Ensino Primário do 2.° grau.
"O material é suficiente
para este ano. Na nossa reserva
contamos com 56.360
livros. No passado ano lectivo
tivemos melhor aproveitamento
pedagógico, cerca de
84 por cento, no geral. Isso
mostra que os alunos se dedicaram
mais. Os professores
têm consciência que é preciso
continuarmos nessa senda,
e vamos conseguir", disse.
Por sua vez, o director provincial
de Manica, Estêvão Rupela,
disse que a DINAME está
a levar a cabo a distribuição do
livro escolar, sobretudo da 3.ª à
7.ª classes, processo que arrancou
desde o passado dia 27 de
Dezembro.
Numa primeira fase foram
abrangidos os distritos
de Barue, Tambara e Mossurize.
O distrito de Barue recebeu
77.436 livros, Mossurize
100.330 e Tambara 23.802.

Abibo Selemane
abibo.selemane@snoticias.co.mz
 

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