Moçambique registou, nos primeiros três meses do presente ano, 2,281,635 casos de malária, contra 1,873,303 casos em igual período do ano passado, um aumento de 22%.
O Ministério da Saúde MISAU) aponta as províncias de Manica, Tete, Gaza e Inhambane como as que mais contribuíram para este aumento de casos.
Entretanto, o número de óbitos nas unidades sanitárias tem registado uma redução. Em 2017 foram registados 424 óbitos contra 504 de 2016, o que, segundo o MISAU, representa uma redução de 16%.
Estas dados foram tornados públicos no Dia Mundial de Luta Contra a Malária, assinado semana finda, com o lema “Para o bem de todos nós, vamos acabar com a Malária”.
A ministra da Saúde, Nazira Abdula, disse , na ocasião, que a malária continua sendo um dos maiores problemas de saúde pública no nosso país, sendo mais frequente no período que vai de Dezembro a Abril de cada ano, onde , de forma assustadora, se reportam enchentes nas unidades sanitárias , sobretudo nas consultas de Pediatria.
A ministra garantiu que o MISAU está empenhado na expansão e fortalecimento de intervenções nas áreas preventivas e curativas, observando até ao momento coberturas encorajadoras, com registo de 56% de grávidas que beneficiaram de Tratamento Intermitente Preventivo.
A governante disse ainda que 94% da população da província de Nampula beneficiou de redes mosquiteiras em campanha de distribuição que cobriu todos os distritos, 85% das casas previstas para Pulverização Intra–domiciliária foram pulverizadas e 77% da população foi protegida nos 33 distritos-alvo.
Falando do tratamento da Malária, Nazira Abdula assegurou que o país tem estado a implementar políticas mais eficazes baseadas em combinações terapêuticas com Artemisina, com intuito não só de garantir a cura do doente, mas também de retardar o surgimento de resistência.
“Estas combinações terapêuticas têm sido associadas a estudos de resistência, efectuados de forma rotineira pelas nossas instituições de pesquisa”,sublinhou.

