Nacional

Mais unidades sanitárias para zonas rurais

O país passará a contar, a partir do próximo ano, com 35 novos centros de saúde do Tipo-2 Rurais. Para o efeito, estão na fase de acabamento as obras de construção de 16 centros em alguns distritos das províncias de Zambézia, Tete e Nampula. Entretanto, arranca em Agosto próximo a construção de 19 centros nas províncias nortenhas de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.

As obras de construção
destes centros
estão inseridas nas
estratégias do Governo
com vista a
tornar o serviço de saúde
mais próximo das comunidades.
Os mesmos não são
suficientes, mas servirão
para minimizar o sofrimento
de algumas famílias residentes nos pontos que foram
contemplados pelos projectos.
Domingo soube que
as obras de construção dos
centros são financiados pelo
USAID e Banco Mundial.
O Banco Mundial financia
a construção de 19 centros,
cujas obras arrancam no próximo
mês de Agosto, enquanto
a USAID financiou obras de outros
16 unidades.

Estes últimos deverão entrar
em funcionamento a partir
de finais do próximo mês de
Setembro. Os mesmos foram
construídos nos distritos de Ile,
Gilé, Gurué, Chinde e Milange,
província da Zambézia; Marávia
Moatize, Changara, Angónia,
Macanga e Magoé, em Tete, e
Mossuril, Mecuburi, Nacarroa,
Muecate, em Nampula.
As unidades vão oferecer
serviços de maternidade, urgências,
farmácia e laboratório.
Actualmente decorrem trabalhos
de acabamento, como
pintura, construção de muros
de vedação, arruamentos, entre
outras intervenções. Nos
próximos dias será lançado o
concurso para aquisição do respectivo
equipamento médico e
mobiliário.
Estes dados foram tornados
públicos na semana finda durante
a I Sessão Ordinária da
VIII legislatura da Assembleia
da República (AR) e dão também
conta de que as intervenções
fazem parte do rol de várias
que foram projectadas pelo
Governo para os próximos anos
no sector de saúde de forma a
fazer face à falta de unidade sanitárias no país.
Na ocasião foi anunciado
que neste momento está em
curso a construção dos centros
de saúde de Chihaquelane, em
Gaza e Maringanha, em Cabo
Delgado.
O centro de Chihaquelane,
que abre em Novembro do corrente
ano, vai atender as famílias
que foram transferidas da
cidade de Chókwè para aquela
comunidade na sequência das
cheias de 2013.
O centro vai oferecer os serviços
de estomatologia, maternidade,
urgências, farmácia e
laboratório.
O Primeiro-Ministro, Carlos
Agostinho do Rosário, referiu
que o Governo está a apostar
na expansão e apetrechamento
da rede sanitária, com vista
à criação de condições para a
melhoria do atendimento à população.
“O Governo tem estado a
fazer esforço para melhorar
as condições de trabalho do
pessoal de saúde nos hospitais,
nomeadamente, no que
tange à alocação de equipamento
hospitalar adequado,
provisão de medicamentos e
formação profissional, disse.

Para responder a esse desafio
foi colocado diverso equipamento
médico ao nível nacional,
nomeadamente, de tomografia
Axial Computarizada, Ecografia
e Radiologia, contando com 130
aparelhos de Raio X, para além
de colocação de equipamento
de estomatologia de 195 unidades
dentárias.
No rol destas acções de
melhoramento na prestação de
serviços foram criados serviços
de excelência de Oftalmologia
no Hospital Central de Nampula,
Neonatologia no Hospital
Central da Beira, Otorrinolaringologia
e Estomatologia no
Hospital Central de Maputo.
Centro de saúde 24 de
Julho remodelado
O Centro de Saúde 24 Julho,
na cidade de Beira, voltará a operar
a partir do final deste ano. O
mesmo beneficiou de trabalhos
de reabilitação e ampliação. Neste
momento as obras estão na fase
de acabamento.
Trata-se de uma infra-estrutura
que não funciona há 20 anos
devido ao elevado estado de degradação.
Os trabalhos consistiram
na reconstrução do edifício,
ampliação da área de espera e
apoio, para além de abertura de
novos serviços como maternidade,
bloco operatório, Raio X e
internamento. De referir que o
mesmo passará da categoria de
simples para Tipo I Urbano.
Mitigar o roubo do
medicamento
O roubo de medicamentos
é apontado pelo Governo como
um dos factores que leva a insuficiência
de fármacos a nível das
unidades sanitárias. Para combater
este mal, a Ministra da Saúde,
Nazira Abdula, disse que estão a
ser desenvolvidas várias estratégias
internamente, assim como
intersectorialmente.
Segundo a ministra, a sua direcção
tem estado a coordenar
com a Polícia da República de
Moçambique (PRM) no sentido de
monitorar as viaturas que transportam
os medicamentos e material
médico, de modo a garantir a
conformidade da carga e a segurança
destes até ao destino.

Abibo Selemane
habsulei@gmail.com

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