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Mais casas para Combatentes

Um total de quinze casas construídas de raiz foram entregues a igual número dos combatentes portadores de grande deficiência, no Município de Matola, província de Maputo. Três foram construídas no bairro Tchumene II e as restantes, 12, em Siduava. Os seus beneficiários residiam no Centro Quarto Congresso, naquela autarquia.

Trata-se de habitações do tipo III que foram construídas pelo Ministério dos Combatentes (MICO) para aquela classe como forma de responder uma das preocupações, de entre as várias que estes vinham apresentando.

As casas fazem parte de um total de 45 que vão ser construídas de forma faseada para os Portadores de Grande Deficiência que vivem no Centro Quarto Congresso da Matola, sendo que cada casa custou aos cofres de Estado cerca de um milhão de meticais.

O projecto de construção de residências para Combatentes foi aprovado depois da assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992, com objectivo de garantir melhores condições de vida aos combatentes da luta de libertação nacional e aos da defesa da soberania e da democracia.

Abrangendo todo o país, esta iniciativa iniciou em 2010 com a assinatura do memorando de entendimento entre o MICO e o Município da Matola, cuja compartição foi ceder talhões para o desenvolvimento do projecto.

Em relação a província de Maputo, sem referir a data do seu inicio, o Ministro dos Combatentes, Eusébio Lambo, garantiu que ainda no decurso do presente ano vão arrancar as obras de construção de 27 casas no distrito de Marracuene.

Segundo aquele governante estas obras aguardam a aprovação pelo Parlamento do Orçamento do Estado para depois se proceder ao o lançamento do concurso público para a viabilização do projecto.

Entretanto, os beneficiários daquele projecto mostram-se satisfeitos com a iniciativa, pois o gesto mostra que o Governo valoriza a contribuição que estes deram durante a luta de libertação nacional nas várias frentes em que estiveram envolvidas.

Entendem ainda que as residências vão servir de lembrança para aos seus filhos e netos, entre outros das suas famílias que somente ouviram que estes fizeram parte das fileiras de várias frentes.

Num outro desenvolvimento, estes referiram que o seu reconhecimento não pode terminar na atribuição de residências, pois eles precisam de uma pensão melhor, transporte, vias de acesso, escolas e hospital.

Fernando Mobile, um dos beneficiários, com um semblante de alegria disse que depois de muito tempo de espera hoje tem casa própria onde passa a viver com a sua família.

Precisamos de ser acarinhados. Nós contribuímos muito para a independência deste país. Hoje estamos satisfeitos, mas não na totalidade porque sentimos que ainda faltam mais coisas como vias de acesso, hospital, assim como escola,disse.

 Por seu turno, Carvalho Amade, começou por dizer que todos beneficiários do projecto estão felizes. Mas agora temos outro problema, precisamos de ter mínimas condições para alimentar a família. A nossa pensão é muito magra não chega para nada. Gostaria que os próximos projectos contemplassem estabelecimentos comerciais, vias de acesso

Por sua vez, Gabriel de Sousa disse o seguinte: Estou a sentir-me feliz mas a casa não tem nada. Ela precisa de ser mobilada. Nós estamos impossibilitados de fazer alguma coisa e o nosso salário não chega para comprar mobiliário e nem comida, referiu.

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