“Falar sobre a independência pode ser a tentativa de reviver um momento único e irrepetível que foi saudado naquela noite por milhões de vozes que gritavam de alegria sobre a chuva mansa que caía como uma bênção na cidade engalanada. Foi naquele momento que experimentei um estranho inebriamento solidário com toda a gente que desceu à rua, e o incrível sentimento de ser totalmente feliz…”, descreve Luís Bernardo Honwana o dia da proclamação da independência, a 25 de Junho de 1975.
Honwana dirigia-se ao auditório durante a conferência internacional subordinada ao tema “Moçambique e as independências dos países africanos de língua oficial portuguesa”, realizada há dias, onde se propôs a falar dos ventos da mudança, definidos por si como “os sinais premonitórios que, em vésperas das independências, avisaram sobre as mudanças profundas que se iriam operar na nossa vida e no mundo…”, e a forma como internacionalmente interpretou-se e reagiu-se aos avisos que esses ventos traziam. Leia mais…

