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Guebuza quer deixar o país em melhores condições

O Presidente Armando Guebuza revelou que está a trabalhar para deixar Moçambique nas melhores condições possíveis para o seu sucessor. Guebuza revelou o facto no sábado, em Roma, durante a conferência de imprensa que marcou o término da sua visita de trabalho de cinco dias à Itália.

Ainda estou a pensar em deixar o país em boas condições para o meu sucessor. Esta é que é a minha área de concentração”, disse Guebuza.

Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE), a Frelimo e o seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, venceram as eleições gerais de 15 de Outubro passado. Os resultados divulgados pela CNE, e que aguardam a validação do Conselho Constitucional, indicam que Nyusi obteve o maior número de votos, ou seja 57,14 por cento, contra 36,38 por cento do seu principal rival, Afonso Dhlakama, líder da Renamo, enquanto o candidato do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, conseguiu apenas 6,48 por cento.

Guebuza deixa a presidência do país depois de dois mandatos consecutivos de cinco anos cada, durante os quais se notabilizou pelo desenvolvimento de uma série de infra-estruturas, tais como estradas, pontes, escolas, unidades sanitárias, entre outros empreendimentos socioeconómicos.

Outras realizações incluem a introdução do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo “sete milhões de meticais”, alocado a cada um dos 128 distritos existentes no país, para a implementação de projectos de produção de alimentos, geração de renda e criação de postos de emprego, no âmbito do combate à pobreza.

NÃO AO GOVERNO DE GESTÃO

Na mesma conferência de imprensa, o Presidente Armando Guebuza reiterou o seu “não” ao governo de gestão em Moçambique, que vem sendo exigido pela Renamo, sob o pretexto de que as eleições gerais que deram vitória à Frelimo e ao seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, foram marcadas por fraude.
Na passada quarta-feira, durante um encontro com a comunidade moçambicana residente na Itália, Guebuza considerou que um governo de gestão, exigido pela Renamo, seria “anarquia”, pois iria violar as normas legais vigentes no país.

Quando chegamos ao fim de um resultado eleitoral e encontramos um partido que ganhou, e aquele que não ganhou não gosta e quer que se faça um governo de unidade nacional ou governo de gestão, isso é anarquia, é anarquia”, disse o estadista moçambicano.

No sábado Guebuza reiterou a sua posição quando questionado pela comunicação social se mantinha as declarações no referido encontro.

Acha que eu posso mentir aos moçambicanos? Digo aquilo que eu penso e é isso”, sublinhou Guebuza, vincando que as eleições de 15 de Outubro último não foram fraudulentas.

Questionado se a actual digressão do líder da Renamo pelas regiões centro e norte do país não constitui uma preocupação, Guebuza anotou que, de facto, pode deixar apreensivo qualquer cidadão moçambicano.

Aliás, durante o encontro que o Chefe do Estado moçambicano manteve, quinta-feira, com o Papa Francisco, no Vaticano, a paz foi uma das preocupações passada em revista.

O Papa, segundo Guebuza, encorajou o Governo moçambicano a continuar a trabalhar para a manutenção da paz por via do diálogo.

Ele deu-nos todo o encorajamento para continuarmos a trabalhar pela via que optámos, que é o diálogo na linha da paz e que continuemos também a trabalhar na questão da luta contra a pobreza”, afirmou.

O Presidente Guebuza acrescentou ainda ser “agradável ver o Santo Padre a falar quase no mesmo tom, mesmas preocupações de toda a África e, particularmente, de Moçambique”.

 

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