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Gestor que não lê “Notícias” arrisca-se a decisões erradas

Por Domingos Nhaúle
  • afirma Júlio Manjate, PCA da Sociedade do Notícias, SA

É o quinto Presidente do Conselho de Administração da Sociedade do Notícias, SA. Está na empresa há 33 anos, como jornalista. É licenciado em Jornalismo, doutorando em Estudos Africanos pelo Instituto Universitário de Lisboa e professor de Jornalismo Impresso na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Em entrevista ao domingo alusiva aos 100 anos do jornal Notícias, Júlio Manjate fala dos desafios deste matutino na era da digitalização.

 Sublinha o papel deste órgão de informação na construção da cidadania moçambicana, destacando o facto de ao longo deste percurso o “Notícias” continuar a ser o principal meio de imprensa escrita, que mesmo em momentos de dificuldades nunca resignou do seu papel de pautar pela verdade e não sensacionalismo na divulgação dos seus conteúdos.

“Os cidadãos devem olhar para o jornal ‘Notícias’ como uma ferramenta que ajuda a compreender melhor o país em que eles vivem, isso é fundamental. Temos muitos problemas, até de gestores que não têm o hábito de ler jornal. Eu sou daquelas pessoas que pensam que não é possível gerir, por exemplo, um distrito se você não lê jornal”, destaca.

Explica que não é possível um gestor ou dirigente gerir um ministério, ou informa-se a partir do Tik- -Tok ou do Facebook. “Não é possível. O risco de você tomar decisões inquinadas é muito grande porque não tem uma fonte confiável para se informar”.

O jornal Notícias assinala, a 15 de Abril corrente, 100 anos de sua existência. O que se pode dizer deste percurso?

Deixa-me arrumar melhor as ideias, porque 100 anos, de facto, é uma vida. Ou melhor, ao longo deste período o “Notícias” atravessou várias épocas da história de Moçambique, desde o tempo colonial. Naturalmente, que nessa altura a abordagem era específica. Houve um momento em que se fazia o chamado jornalismo de opinião. E aqui o jornal era necessariamente obrigado a assumir o jornalismo no seu todo e devia fazer abordagens relacionadas, mais ou menos, à expressão de uma opinião sobre o que era o país que estava a sofrer influências políticas e tudo mais.  Leia mais…

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