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Gaza começa a registar ruptura de combustível

Por Jornal domingo

TEXTO DE MAFALDA LIGELA

A província de Gaza começou a registar ruptura de stock de combustível e escassez gradual de alguns produtos essenciais, na sequência das cheias que condicionam a transitabilidade em vários distritos.

A informação foi avançada esta quarta-feira pela governadora de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo.

Segundo a governante, a situação é mais crítica no que respeita ao combustível, inexistente em vários pontos da província.

“Os produtos começam a escassear, o combustível já nem existe, mas estamos a trabalhar em vias alternativas. O combustível está a ser trazido da cidade da Beira e poderemos ter a partir de amanhã”, afirmou.

Apesar de ainda existir algum stock de produtos de primeira necessidade, a governadora reconheceu que o cenário pode agravar-se. Para evitar a ruptura total, o Governo Provincial está a mobilizar esforços para o transporte de bens a partir da Maxixe e da Beira, com vista a abastecer a população.

Entretanto, o acesso a alguns distritos continua a ser um grande desafio, como é exemplo de Limpopo e Bilene. “Não temos como chegar lá por via terrestre.

Ainda existe o mínimo de stock nas lojas, mas a qualquer momento poderá escassear”, alertou Chongo, acrescentando que uma das alternativas em estudo é o uso de embarcações para atravessar o rio Limpopo e fazer chegar os produtos às zonas isoladas.

No âmbito das soluções logísticas, a doca de Chongoene surge como uma das opções em análise. “Em termos de navegação, já está provado que o porto é navegável.

Contudo, ainda não recebemos nenhum navio. Precisamos de trabalhar com os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique e com o Ministério dos Transportes e Logística”, explicou.

Para os distritos completamente isolados por via terrestre, o abastecimento está a ser feito por via aérea ou fluvial. “Já abastecemos, por exemplo, Chinhacanine e Chaimite e hoje estamos a organizar o abastecimento de Chicualacuala e Mapai.

Este será um processo contínuo enquanto a situação se mantiver”, disse.Na cidade de Xai-Xai, a falta de combustível verifica-se desde segunda-feira, dia 19.

De referir que várias viaturas, sobretudo as que fazem trajecto zona norte a sul, ou centro a sul, encontram-se parqueadas nas artérias da zona alta da cidade, numa altura em que a transitabilidade continua condicionada devido à presença de água em alguns pontos.

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