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Gás canalizado na cidade de Maputo em fase de teste

O projecto de distribuição canalizada de gás natural na cidade de Maputo, capital moçambicana, já entrou para a fase de testes devendo, a partir do início de Junho próximo, levar o combustível aos cerca de 200 consumidores contemplados na sua primeira fase.

Avaliado em 38 milhões de dólares americanos, financiados pela KOGAS (empresa pública sul-coreana de gás natural), o projecto tem uma extensão de 62 quilómetros que percorre várias artérias da capital até ao distrito de Marracuene, e contempla os consumidores industriais e comerciais.
A garantia foi dada ontem pelo Ministro da Energia, Salvador Namburete, a margem da visita que efectuou a estação de redução da pressão, em Maputo, onde procurou se inteirar dos avanços até então consumados. 
Segundo Namburete, as intensas chuvas referentes a segunda época que fustigaram Maputo até ao fim do primeiro trimestre do ano em curso obrigaram a algumas paralisações e dúvidas sobre o cumprimento dos prazos, mas o esforço empreendido permitiu recuperar as datas inicias e agora nada está em risco, devendo o gás começará a fluir brevemente para os consumidores.
“As chuvas, os cortes de energia e a fraca familiarização com as tecnologias usadas no corte das estradas obrigaram a muitas paragens. Felizmente, conseguimos trazer o projecto de volta para aquilo que eram os prazos iniciais”, disse o ministro, citado pela AIM, manifestando a sua satisfação com o ritmo dos trabalhos.
O titular da pasta da energia destacou os aspectos da segurança do próprio projecto, onde apontou, a título de exemplo, o facto de a tubagem ter sido enterrada a uma profundidade de 1,2 metros com protecções metálicas nalguns casos. 
A rede de distribuição, segundo a fonte, foi entregue ao Conselho Municipal como entidade de maior responsabilidade nos projectos em desenvolvimento na urbe. A mesma é partilhada com outros intervenientes como as empresas públicas Águas de Maputo, Electricidade de Moçambique (EDM) e de manutenção de estradas que normalmente têm obras na cidade ainda em curso. 
A medida visa fundamentalmente prevenir a ocorrência de acidentes, a semelhança do que aconteceu no passado, em que a cidade ficou sem acesso a água em consequência disso.
Em relação a segunda fase, quando o projecto contemplar os consumidores domésticos, Namburete disse não ter informações mais detalhadas sobre o modelo a adoptar. Todavia, afirmou que não se está perante a primeira experiência no país, porquanto foi instalado com sucesso um projecto similar na parte norte da província meridional de Inhambane. 

“Sempre têm sido encontrados mecanismos visando assegurar que os consumidores não saiam prejudicados”, disse o ministro, acrescentando que o combustível será mais barato que as outras fontes até agora usadas pelos consumidores.
O gás natural faz parte das energias limpas e a sua adopção constitui uma óptima fonte de combustível doméstico numa altura em que, no país, a maioria das comunidades rurais e urbanas recorre as fontes como carvão e lenha.

Idnórcio Muchanga

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