TEXTO DE MAFALDA LIGELA
O Secretário-geral do partido FRELIMO, Chakil Aboobacar, procedeu hoje, na cidade de Xai-Xai, à entrega de cerca de 70 toneladas de produtos diversos às famílias afectadas pelas inundações na província de Gaza, no âmbito de uma campanha nacional de solidariedade lançada por aquela organização política.
Os bens entregues incluem arroz, farinha de milho, açúcar, óleo alimentar, sardinha, sal, fósforos, sabão, cereais, amendoim, folhas de chá, feijão, pasta e escovas de dentes, pensos higiénicos, kits de brinquedos e chinelos, destinados sobretudo às pessoas acolhidas nos centros de acomodação que perderam quase todos os seus bens devido às cheias.
Falando durante o acto, Chakil Aboobacar explicou que os produtos resultam de contribuições voluntárias de militantes, simpatizantes e pessoas singulares, mobilizados em todo o território nacional por orientação do Presidente do partido, Daniel Chapo.
Segundo o dirigente, a iniciativa visa aliviar o sofrimento das populações num momento em que as águas começam a baixar e se impõe a necessidade de reorganização das comunidades afectadas.
“Temos pessoas que perderam quase tudo, coisas que levaram muito tempo a construir. Este é o momento de arregaçar as mangas e ajudar aqueles que mais precisam”, afirmou, sublinhando que a FRELIMO, enquanto partido do povo, tem a responsabilidade de estar ao lado das comunidades tanto nos bons momentos como nas fases de maior adversidade.
O Secretário-geral reconheceu ainda que entre os afectados há também militantes e infra-estruturas do partido, incluindo algumas sedes, mas defendeu que a prioridade deve ser dada à população em geral.
“É o momento de conservarmos a nossa energia e olhar primeiro para o nosso povo”, frisou.
Aboobacar garantiu que o apoio não se limita à assistência alimentar, estando em curso esforços para mobilizar mais ajuda, incluindo insumos agrícolas, com vista a permitir que as famílias retomem a produção e reconstruam os seus meios de subsistência após a calamidade.
Na ocasião, apelou para que a solidariedade seja exercida de forma genuína, sem exploração do sofrimento alheio. “Não tomemos a dor do povo como palco para exibição.
O apoio deve ser feito de coração limpo”, advertiu, ao mesmo tempo que felicitou o comité provincial e os órgãos locais do partido pelo trabalho que vêm desenvolvendo no terreno.

