O número de alunos do ensino secundário que estudam à distância tem crescido significativamente e no presente ano lectivo, cresceu para 76.026, de um total de 10.034.364 matriculados na educação geral em todo o território nacional.
Actualmente existem 23 instituições, das quais, 7 são públicas e 15 privadas.
A informação foi tornada pública na manhã de hoje, pelo Secretário do Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuácua, na abertura da 54ª Reunião do Conselho de Gestão do Conselho Africano de Educação a Distância (ACDE).
Explicou que em 2023, o ensino secundário à distância contava com 49.691 alunos, de um total de 9.471.185 estudantes no ensino geral.
No período que vai de 2014 a 2021 tinha um total de 976.627 estudantes matriculados, dos quais 453.938 mulheres, correspondente a 46,4 por cento. Desse número, foram graduados um total de 139.045 estudantes, dos quais 69.621 são mulheres, o que representa 50 por cento.
Para Macuácua estes números mostram um sucesso e a crescente relevância do ensino à distância como uma via fundamental para a formação de jovens e adultos em todo o país.
Sublinhou que Moçambique foi o primeiro na região dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral a aprovar uma política para a expansão quantitativa e qualitativa do ensino à distância.
Destacou que a educação à distância tem uma longa trajetória no mundo, iniciou-se no século XIX, com os cursos por correspondência, enviados pelo correio, e ganhou força no início do século XX com o uso da rádio e, mais tarde, da televisão educativa.
Acrescentou que na década de 1990 com a chegada da Internet, surgiram os ambientes virtuais de aprendizagem e, mais recentemente, os cursos abertos em massa, que democratizaram ainda mais o acesso ao conhecimento.

