Pelo menos 74 famílias, correspondentes a 294 pessoas, foram afectadas pela passagem do Ciclone Tropical Gezani, que também resultou na morte de quatro pessoas e vários danos materiais na província de Inhambane.
Das quatro vítimas mortais, duas foram registadas na cidade de Inhambane, na sequência da queda de coqueiros enquanto procuravam locais seguros durante a ocorrência do fenómeno. A terceira morte ocorreu no distrito da Massinga, onde um jovem de 20 anos foi atingido por descargas atmosféricas.
A informação foi partilhada ontem durante a sessão do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) em Inhambane, realizada no Centro Operativo Provincial. O encontro contou com a presença da presidente do INGD, Luísa Meque, bem como da secretária de Estado e do governador da província, Bendita Lopes e Francisco Pagula, respectivamente.
As famílias afectadas são provenientes dos distritos de Massinga, Morrumbene, Homoíne, Maxixe, Jangamo e da cidade de Inhambane, onde também se registaram danos em infra- -estruturas públicas. Entretanto, os distritos da zona norte da província, nomeadamente Govuro, Inhassoro, Mabote e Vilankulo, não reportaram impactos significativos sobre vidas humanas, nem infra-estruturas. Em termos de feridos, está confirmada pelo menos uma pessoa, havendo ainda informações sobre um outro caso na cidade de Inhambane.
DANOS
Em termos de habitação, foram parcialmente destruídas 31 casas e 33 totalmente danificadas. Três unidades sanitárias também foram arrasadas. O sector da Educação foi igualmente atingido, havendo registo de quatro escolas afectadas, envolvendo 30 professores e 693 alunos. Ao todo, 70 salas de aula e 35 blocos administrativos sofreram danos. Foram ainda verificados prejuízos em embarcações, tanques piscícolas e artes de pesca, afectando o sector produtivo local. Entre as infra-estruturas públicas destruídas, destacam-se a rampa da ponte-cais da cidade de Inhambane e um posto policial em Massavana, no distrito de Jangamo.
A passagem do sistema, com vento médio de 200 quilómetros por hora e rajada de 250 quilómetros por hora, causou a destruição parcial e total de infra-estruturas públicas e privadas, além da queda de árvores, segundo um balanço preliminar. Leia mais…

