Nacional

Duas mil raparigas vacinadas contra cancro do colo do útero

Duas mil e cem raparigas do distrito de Manica, província do mesmo nome, já foram vacinadas contra a Papiloma Virus Humano (HPV), precursor do cancro do colo do útero. São meninas com dez anos de idade, na sua maioria alunas de diversos estabelecimentos de ensino daquele distrito.

Nesta fase considerada piloto, que decorre a sensivelmente duas semanas, estima-se que naquele distrito serão vacinadas 2.700 raparigas, segundo deu a conhecer em exclusivo ao domingo o director provincial de Saúde de Manica, Juvenaldo Amos.

Aquele director referiu que a cifra das meninas vacinada corresponde a 79,4 porcento da meta planificada. Contudo, o processo de identificação de mais crianças está em curso e acredita-se que dentro de aproximadamente uma semana, os objectivos traçados serão atingidos.

Manica faz parte dos três distritos do país cobertos por este programa nesta fase inicial. Num futuro breve, o mesmo poderá abranger outras zonas daquela província e do país em geral.

Juvenaldo Amós garantiu que a campanha está a decorrer a um bom ritmo apesar de a iniciativa constituir novidade para uma parte da população que ainda requer algum esclarecimento sobre a importância da vacina.

" Constitui novidade para algumas pessoas. Elas precisam de ser esclarecidas sobre a importância da vacina. Temos feito esse trabalho por isso que podemos dizer que os resultados são satisfatórios. Acreditamos que dentro de alguns dias atingiremos a meta traçada", disse Amós.

Juvenaldo Amós explicou que para o sucesso neste trabalho, o sector de saúde conta com o envolvimento dos professores das escolas primárias daquele distrito, autoridades religiosas, politicas, administrativas e pais e encarregados de educação que mobilizam as meninas a aderirem massivamente aos postos para serem vacinadas.

" Afirmar que a participação de vários segmentos da sociedade no processo tem sido a principal razão para o nosso sucesso. Notamos que muitos pais e encarregados de educação, professores, incluindo lideres comunitários e religiosos estão envolvidos directa ou indirectamente nesta luta. Para nós isso é de louvar. Na medida do possível mobilizam as pessoas a levarem as raparigas aos postos de vacinação. Isso mostra que a preocupação sobre este mal é de todos", considerou aquele director, para quem o apelo fica para aquelas meninas que por vários motivos ainda não apanhar a vacina a dirigirem-se aos postos de vacinação.    

Domingos Boaventura

mingoboav@gmail.com

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos Relacionados

Botão Voltar ao Topo