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Drones identificam novas áreas para viver

Quinze veículos aéreos não tripulados, comummente designados de drones, estão a ser operados por equipas técnicas do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e parceiros para a recolha de dados que vão permitir, entre outros, acelerar o reassentamento, reerguer as infra-estruturas sociais e económicas e identificar locais de refúgio nas províncias afectadas pelo ciclone Idai e cheias.

A preocupação do Governo é de ter a noção exacta do estado em que se encontram as infra-estruturas socioeconómicas que foram atingidas pelo ciclone Idai, e pelas cheias que se seguiram, para determinar o tipo de intervenção que deve ser feita rapidamente nestes locais.

Porque muitas áreas continuam inacessíveis, a solução encontrada é recorrer a drones dotados de sensores de alta precisão para mapear as zonas críticas e, por essa via, apurar o número exacto de habitações, escolas, unidade sanitárias, fontes de água, empreendimentos económicos, vias de acesso, entre outros.

Desta forma será possível saber o que se manteve intacto, parcial ou totalmente destruído, identificar as zonas de baixo, médio e alto risco para a ocorrência de cheias e, numa fase posterior, as imagens resultantes desta pesquisa serão sobrepostas a outras feitas antes por satélite para a tomada de decisões sobre onde, como e quando reassentar as vítimas.

A título de exemplo, os drones fizeram o mapeamento das zonas afectadas no posto administrativo de Lamego, distrito de Nhamatanda, em Sofala. “Depois disso vamos usar um algoritmo para calcular e marcar o número de infra-estruturas que carecem de intervenção parcial ou total. Estas acções vão ajudar a fazer a avaliação do impacto socioeconómico e não só”, referem os técnicos envolvidos nesta missão.

Texto de Jorge Rungo
jorge.rungo@snoticicas.co.mz

 

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