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DESVIO DE FUNDOS NA DIRECÇÃO DO TRABALHO MIGRATÓRIO: Anastácia Zitha detém última cartada

Depois da audição da antiga ministra do Trabalho Maria Helena Taipo, o interrogatório da então directora Anastácia Zitha, agendado para a próxima terça-feira, está rodeado de muita expectativa nesta fase da produção de prova sobre o desvio do dinheiro de mineiros na África do Sul.

Sendo a última dos onze réus do caso DTM, caberá àquela gestora sénior do órgão que zelava pela vida económica e social dos mineiros explicar como o dinheiro foi movimentado e com que bases terão sido celebrados tantos contratos de serviços.

Helena Taipo, recorde-se, remeteu em sede de julgamento para a então Direcção do Trabalho Migratório esclarecimentos detalhados sobre a execução de diversas actividades que terão resultado na retirada de dinheiro pertencente ao tesouro público. Antes de Taipo, a mesma narrativa tinha sido apresentada pelo então chefe da repartição das finanças, José Monjane, ao remeter para Anastácia Zitha melhores explicações.

Segundo consta dos autos, terão sido usados pouco mais de 45 milhões de Meticais para a compra de bens e contratação de serviços. A antiga ministra remeteu igualmente melhores explicações para a então directora da DTM, Anastácia Zitha.

Outra explicação que Helena Taipo remeteu para a próxima ré tem a ver com alegados contratos forjados entre a DTM e as empresas Bela Eventos, Mulher Investimentos, Indomobil e a Vetagres de Magude. Leia mais…

TEXTO DE BENJAMIM WILSON
benjamim.wilson@snoticicas.co.mz

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