TEXTO DE REGINA NAETE
Na terminal dos transportes do bairro Malhampsene, no município da Matola, vivem-se episódios aterrorizantes que colocam em causa a segurança pública. O elevado número de assaltos e outros casos de criminalidade têm semeado medo nos passageiros. A realidade tem obrigado os populares, sobretudo os usuários daquela via, a redobrar a atenção e cuidados com os seus pertences, pois por ali se furta um pouco de tudo.
Os malfeitores que, por sinal, não têm hora para actuar, fixam o olhar até ao mínimo detalhe. Como se nada quisessem, ficam espalhados na berma da estrada, onde sob um olhar minucioso escolhem as vítimas. Não existem muitos critérios para o ataque, porque até uma pequena mercadoria vira atracção.
“Quando menos se espera, ouvimos gritos das vítimas. São jovens das redondezas, pois são conhecedores da zona, por isso poucas vezes são encontrados. Sabem onde se esconder depois de furtar”, denuncia um vendedor da terminal.
Na “hora da ponta”, verifica-se demasiada agitação de utentes que regressam às suas residências. E, para os malfeitores, esta é a melhor ocasião para furtar. Dos bens de eleição, estão telemóveis, perucas, carteiras e mercadorias. A táctica usada é, geralmente, a mesma. Infiltram-se nas fileiras das diferentes rotas como quem pretende aceder ao transporte e quando este posicionasse para levar gente, juntam-se aos utentes e apoderam-se dos seus pertences.
Alfredo Sitoe, utente assíduo da terminal dos transportes na rota Malhampsene-Baixa, já caiu nas mãos dos delinquentes. Numa noite de quarta-feira, enquanto regressava do trabalho, deparou-se com dois jovens que com um olhar ameaçador o obrigam a entregar o telemóvel e carteira. Sem oferecer muita resistência, dada à hora do acontecimento e do fraco movimento que se observava naquele momento, entregou o que lhe foi solicitado e, sem olhar para trás, os criminosos colocaram-se em fuga. Leia mais…

