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Cresce número de reassentados em Chiaquelane

Concluídas as operações de busca, salvamento e reassentamento das populações afectadas, os desafios que se colocam se tornam enormes em vários sectores que assistem estas pessoas. Há 

crescimento de número de pessoas em Chiaquelane porque se passou dos cerca de 70 mil iniciais para 104 mil reassentados. Esta subida deve-se à chegada de nova gente que se havia refugiado em casas de familiares, obrigando que os gestores dos centros redobrem esforços para garantir o apoio alimentar e de comodidade.

Se bem que a primeira prioridade do INGC seja de criar condições mínimas na distribuição de alimentos nos centros de acomodação, o desafio agora consiste em localizar famílias que precisam de apoio, mas que se encontram dispersas em povoados sitiados. Por não ser fácil este exercício, o governo de Gaza orientou já os centros operativos de emergência ao nível local para o levantamento dessas famílias.

Sobre a distribuição dos alimentos, o processo em Chiaquelane melhora significativamente porque foram instalados dois armazéns gigantes com uma capacidade de encaixe de cerca de 500 toneladas. Os mesmos constituem pontos de partida para a distribuição alimentar em diferentes zonas, processo esse que é acompanhado por fortes medidas de controlo para que não haja oportunismos.

Boas notícias provêm de Guijá, o centro de saúde local foi reaberto, depois que se encontrou submerso. Em Chókwè, funcionam também os postos sanitários móveis e fixos. Foram criados nos locais de acomodação condições mínimas de sanidade, distribuindo-se lajes para latrinas, kits de medicamentos e diversos outros materiais para se evitar a eclosão de eventuais doenças.

Segundo dados apurados pelo domingo, pelo menos até à semana passada, tinham-se registado cerca de 160 casos de diarreia. É neste quadro que agora se incentivam campanhas educativas sobre como as populações podem prevenir-se de doenças, seguindo procedimentos que evitem apanhá-las.

Salientam-se que no pacote de procedimentos quês estão a ser disseminados figuram a necessidade de uso correcto da latrina, a lavagem das mãos depois de se servirem da mesma e antes e depois das refeições, entre outros. Aliado aos cuidados a ter em relação à saúde pública, as autoridades administrativas de Chókwè referem que esta cidade ainda não está em condições de tão já ser habitada porque precisa ainda de trabalhos de limpeza que poderão durar ainda mais tempo. Admitir a sua habitação nas condições actuais, incorrer-se-ia na propagação de doenças.

Enquanto isso, continuaram apoios de solidariedade e visitas de aconchego por parte de diferentes personalidades às zonas afectadas, destacando-se a visita da Primeira-dama da Republica, Maria da Luz Guebuza que liderou a entrega de mais de 50 toneladas de alimentos e artigos diversos, numa acção do seu Gabinete e que contou com o apoio de agentes económicas e da televisão pública de Moçambique. Também Verónica Macamo, presidente da Assembleia da Republica visitou quinta e sexta-feira os reassentamentos em Chibuto, Xai-Xai e Chókwè.

Por seu turno, o cônsul português em Maputo visitou Chókwè para avaliar necessidades que culminarão com apoio necessário, enquanto uma empresa chinesa que actua naquele ponto disponibilizou material escolar para crianças locais. Por falar de crianças, cerca de 200 mil crianças de Chiaquelane já estudam em tendas improvisadas.

Entretanto, entre terça e quarta-feira últimas, registou-se novo pico do caudal do rio Limpopo com mil e 300 metros cúbicos por segundo, na estação de Beit Bridge, na fronteira com a África do Sul. Isso pressupunha que a estacão de Combomune passasse por uma onda de quatro mil metros cúbicos, entre quinta e sexta-feira últimas. É neste sentido que o escoamento em Chókwè/Caniçado devem estar a chegar aos três mil metros cúbicos por estas alturas. Por esta razão, estima-se que o nível de abaixamento que se verificava no Chókwè volte a subir, ultrapassando a escala de cinco metros, tido como ponto de aviso.

 

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