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Comunidades preparadas para enfrentar calamidades – diz Carmelita Namashulua em Inhambane

A MINISTRA da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, disse sexta-feira em Govuro, província de Inhambane, que as comunidades que vivem nas zonas propensas às calamidades naturais como cheias, ciclones, depressões tropicais ou ventos fortes, já estão minimamente preparadas para enfrentar situações de emergência.

Namashulua fez esta conclusão depois de um acto de simulação de uma situação de ciclone na bacia do rio Save, envolvendo mais de cinco mil pessoas residentes de Govuro, província de Inhambane, e Machanga, Sofala.

Na sua qualidade de vice-presidente do Conselho Coordenador de Gestão das Calamidades Naturais, Namashulua, afirmou que a pronta resposta dada pelas comunidades locais, pelos comités de gestão de risco destes fenómenos durante a simulação, forneceu indicadores de que o país está preparado para dar resposta em situações de emergência.

O exercício feito nas duas margens do rio Save teve a ver com a simulação de um ciclone tropical, denominado Rute de categoria 2, com ventos a 180 quilómetros por hora e 55 milímetros de precipitação em 24 horas, no Canal de Moçambique.

A operação teve adesão por parte da população das duas regiões em causa. Para a vice-presidente do Conselho Coordenador das Calamidades Naturais, que se fazia acompanhar de dois membros do Governo central, nomeadamente Manuel Chang e Augusto Jone, ministros das Finanças e de Educação, respectivamente, a assimilação pela população das informações sobre a emergência deixam o Executivo numa situação confortável, pois ficou demonstrado que as comunidades dominam e sabem interpretar todos os sinais que são emitidos pelo Comissão Operativo de Emergência (COE), sobre a aproximação de uma calamidade, medidas a tomar durante a ocorrência do fenómeno, bem como as acções subsequentes a serem realizadas.

Namashulua indicou que o país tem pouco mais de 700 comités de gestão de riscos das calamidades naturais, cuja função e responsabilidade ficou demonstrada na simulação que durou cerca de duas horas.

Carmelita Namashulua acrescentou que o período chuvoso, que vai de Outubro a Março de cada ano, é tendencialmente de ocorrência de ciclones tropicais, cheias e depressões, daí a necessidade de testar a capacidade de prontidão e de resposta não só dos comités de riscos, mas também do nível de conhecimento que as comunidades nestas regiões têm em relação à atitude que devem tomar antes, durante e depois da calamidade.

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