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CIDADE DE MAPUTO: Jornada de limpeza no bairro da Munhuana

O bairro da Munhuana, na cidade de Maputo, beneficiou ontem de uma jornada de limpeza de valas de drenagem, recolha de lixo e plantio de árvores, num trabalho realizado pela Associação de Amigos e Simpatizantes de Cuba.

Trata-se de uma iniciativa que se insere no âmbito das festividades dos 45 anos da criação das escolas moçambicanas em Cuba e mobilizou residentes do bairro, antigos professores e estudantes naquele país latino-americano.

Com efeito os mentores do gesto, aos quais também se juntaram representantes do Município de Maputo e dos ministérios da Terra e Ambiente e do Género, Criança e Acção Social, escalaram as ruas de Ebinizário Guambe e do Bilene, nas proximidades ao Instituto de Formação de Professores a Munhuana para limpar as valas de drenagem. Também plantaram árvores do lado da avenida de Angola. Segundo José Nihatxamana, secretário-geral da associação, para além de despertar o espírito de cidadania e transmissão de valores às novas gerações, o objectivo deste movimento é contribuir para a restauração, preservação e saneamento do meio.

A Associação congrega antigos estudantes de Cuba desde 1977.

“Tudo começou com a visita do falecido presidente cubano, Fidel Castro, aquando da sua primeira visita à Moçambique. Na ocasião, o então Presidente da República, Samora Machel, pediu apoio na formação de quadros naquele país”, explicou Nihatxamana.

Foi nesta senda que, segundo conta, aquele país decidiu acolher moçambicanos nas suas escolas para uma formação técnica e profissional, para responder às necessidades do período pós-independência. “Em cada distrito foram seleccionados 10 moçambicanos para beneficiarem de formação em Cuba”, recordou. Entretanto, por ocasião do dia mundial da mulher africana, efeméride que se comemora hoje, 31 de Julho, o Ministério do Género, Criança e Acção Social juntou-se ao movimento para sensibilizar as comunidades, especialmente as mulheres, para se envolverem na preservação e manutenção das infra-estruturas públicas.

Segundo Alice Utchavo, técnica do Ministério da Terra e Ambiente, esta iniciativa terá continuidade nas escolas.

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