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Chongoene melhora conservação de excedentes

Por Jornal domingo

O sector da Agricultura, no distrito de Chongoene, província de Gaza, está a promover o uso de sacos herméticos e tambor de 210 litros, como recipientes de baixo custo e seguros para conservação de excedentes agrícolas e redução de perdas pós-colheita, por conta de contaminação por micotoxinas, produzidas por gorgulho, fungos que se aproveitam da humidade em culturas recém-colhidas para se desenvolverem.

Segundo o director do Serviço Distrital de Actividades Económicas de Chongoene, Victor Cossa, o uso dessas técnicas de conservação resulta da implementação dos resultados das pesquisas realizadas no âmbito do projecto “Mycotox-PALOP” em 2024.

 O projecto é levado a cabo pelo Governo de Chongoene, em coordenação com um equipa multidisciplinar composta por pesquisadores da Universidade Eduardo Mondlane e de academias de Portugal e Angola. Os académicos pretendiam identificar os níveis de contaminação dos cereais e oleaginosas por micotoxinas, bem como encontrar estratégias de redução desse problema, através do armazenamento, usando material de baixo custo e localmente disponível.

Concluíram que o uso de sacos herméticos e tambor de 210 litros reduzia contaminação por micotoxinas.

“As experiências realizadas em culturas de feijão nhemba indicaram que recipientes plásticos de 210 litros, saco hermético e de ráfia podem ser usados para conservação das culturas, contra os fungos. Por exemplo, o amendoim em casca pode ser guardado em saco hermético e de ráfia e o milho em tambores ou em sacos”, destacou Cossa.

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