O Município de Boane está a parcelar terrenos na localidade de Gueguegue, bairro Filipe Samuel Magaia, com vista à construção de casas destinadas às vítimas das inundações, actualmente albergadas no centro de acolhimento de Estevel.
Segundo o chefe-adjunto do centro de acolhimento, Inácio Balate, as autoridades estão a preparar 480 talhões para as famílias desalojadas na sequência das intempéries.
A fonte, que falava após a recepção de produtos alimentares e vestuário, doados pelo Moza Banco e parceiros, referiu que o centro acolhe 1.127 pessoas, que carecem, igualmente, de material de construção.“O que mais nos falta é material de construção. Em termos de cereais, temos quantidade suficiente para algum tempo, mas há escassez de caril”, explicou.
No que diz respeito à situação sanitária, têm sido reportadas patologias de fácil controlo, tendo-se verificado uma morte, de um cidadão que padecia de diabetes.
Para prevenir o alastramento de doenças, os pavilhões estão separados para recém-nascidos, mulheres grávidas e áreas distintas para homens e mulheres.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelos afectados, o responsável agradeceu o apoio do Moza Banco, sublinhando que ajudará a minimizar o sofrimento das famílias.
Marta Manhique, presidente da Comissão de Voluntariado do Moza Banco, explicou que o apoio entregue inclui vestuário, produtos alimentares e material de higiene, resultado da contribuição dos colaboradores da instituição.
O presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, afirmou que a iniciativa surge em resposta ao apelo do Presidente da República, Daniel Chapo, no sentido de apoiar as vítimas das cheias e inundações.
Explicou que a acção solidária iniciou em Gaza e estende-se à província de Maputo, com destaque para os distritos Manhiça, Boane e centros de acolhimento na capital do país.

