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Arlindo Chilundo insatisfeito com o município de Lichinga

O governador de Niassa, Arlindo Chilundo, orientou o Conselho Municipal da cidade de Lichinga a implementar o seu Plano Estratégico, de modo a transformar o que está no papel para a prática, reflectindo assim a realidade do que se vive na edilidade.

Chilundo, que falava há dias perante membros do Conselho Municipal, por ocasião da sua visita à cidade de Lichinga, foi mais longe, ao afirmar que os munícipes não estão satisfeitos com a edilidade, porque, volvidos três anos depois das últimas eleições autárquicas, nada se vê de concreto, em termos de realização, numa alusão ao manifesto eleitoral que previa, entre outras coisas, a construção de infraestruturas sociais, nomeadamente, estradas, abastecimento de água potável, gestão de resíduos sólidos e expansão e fornecimento da energia eléctrica aos munícipes.

Mesmo assim, o governador de Niassa disse acreditar que até ao fim do mandato o município possa concluir com o seu programa, aconselhando-o a definir prioridades na sua execução, como por exemplo, o asfalto das principais vias de acesso e abertura de outras, a colocação de meios circulantes para o transporte dos munícipes, entre outras necessidades.

Uma outra preocupação daquele dirigente está relacionada com a construção desordenada de residências, algumas das quais em locais propensos a situações de calamidades, nomeadamente, em zonas pantanosas.

Sobre este último assunto, Arlindo Chilundo manteve encontros com alguns líderes comunitários a quem aconselhou a não atribuir talhões sem a anuência da direcção do Conselho Municipal.

“Nalguns casos, os líderes comunitários atribuem talhões em sítios onde a edilidade havia planeado a construção de uma infraestrutura social, nomeadamente, estradas, escolas e centros de saúde”, lembrou Chilundo, para quem, na elaboração do plano de acção, deve haver harmonia entre a edilidade, os líderes comunitários e munícipes.

Durante a visita que fez ao mercado de Chiuaúla, um dos maiores bairros da cidade de Lichinga, o governador de Niassa mostrou-se, igualmente, preocupado com o estado em que as pessoas trabalham naquele centro comercial, recomendando a edilidade a melhorar as actuais condições, através da colocação de saibro para reduzir o matope que atrapalha a transitabilidade dos seus utilizadores, e não só.

No sentido inverso, Chilundo disse estar satisfeito com a fábrica de chapas e pavés, considerando-a um meio para o desenvolvimento da província de Niassa.

É importante que as pessoas comecem a usar este parque de estacionamento de meios de transporte para libertar o centro da cidade”, afirmou Chilundo, salientando que aquele parque está dotado de condições sanitárias para os passageiros.

Por sua vez, Saíde Amido, edil da cidade de Lichinga, reconheceu as dificuldades que ainda existem para a implementação dos programas do município, avançando que para vencer os erros apontados pelo governador de Niassa deve-se operacionalizar com urgência o plano estratégico que regula todas as realizações da edilidade.

Anunciou, por outro lado, que muito brevemente a edilidade vai reunir-se com a Assembleia Municipal para, entre outras coisas, medir o nível de implementação dos programas com vista a aferir se o manifesto eleitoral está ou não a ser materializado, o que passará, nesta altura do ano, por redobrar esforços para o cumprimento das metas estabelecidas e sensibilizar os munícipes para deixarem de construir nas zonas consideradas locais de risco.

Instado a pronunciar-se sobre o regresso do “Moçambola” ao Niassa, Amido deu a conhecer o arranque da reabilitação do campo municipal 1º de Maio, cujas obras estão orçadas em dois milhões de 300 mil meticais.

“Antes do início do Moçambola, as obras do campo estarão concluídas para permitir que haja tempo para as entidades que tutelam o futebol nacional possam fazer a necessária inventariação do campo”, disse Amido.

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