Os cinco arguidos do “caso marfim”, apreendido no recinto do Porto de Maputo, negaram as alegadas ligações ao contrabando de troféus de elefante para Dubai.
Os factos remontam a Março de 2024, na sequência de uma operação para exportar 644 pontas de marfim, estando a ser apreciado na 7.ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, através do processo n° 11/2025-A.
A quantidade do marfim apreendido estava disfarçada com 177 sacos de milho, correspondente a pelo menos 174 elefantes abatidos, num prejuízo avaliado em 194 milhões de Meticais.
DESPACHO
O Ministério Público indica que a “teia” foi desencadeada na sede da “Milas Consultoria, Serviços e Despachante Aduaneiro”, pertencente a um dos co-arguidos. Naquele escritório supostamente foi forjado o requerimento que daria origem a um caminho que terminaria em terras asiáticas.
O ajudante do despachante assumiu que em nenhum momento teria agido com vista a viabilizar a alegada exportação. Sustentou ter tramitado documentação para expedir milho, que, para tal, recorreu ao “user-mãe” da instituição, facto que, entretanto, daria origem ao recambolesco esquema milionário. Leia mais…

