Na Avenida da Marginal está instalado o “braço-de-ferro” entre os vendedores, consumidores de bebidas alcoólicas e as autoridades municipais. Por detrás de um cenário que promete, está a interdição da venda e consumo de bebidas na praia da Costa do Sol, assim como em toda a orla marítima. Entretanto, as artimanhas usadas no confronto para resistir à proibição começam a ser desvendados.
Até ontem, a Polícia Municipal tinha flagrado e apreendido mais de 200 garrafas, com destaque para as de cervejas. As garrafas de cervejas são escondidas por debaixo de refrigerantes no fundo dos “colmans”. Bebidas espirituosas têm sido colocadas nos bolsos, no porta-malas das viaturas, e até disfarçados em vasilhames de refrigerantes ou sumos, para contornar o controlo da interdição ao longo da “Marginal”.
Apesar de não ser a única medida com vista a salvaguardar a ordem, segurança e tranquilidade públicas naquele espaço, as autoridades municipais e da Polícia da República de Moçambique (PRM) apontam-na como a que mais tem demandado atenção, devido à grande exposição de bebidas naquele espaço balnear, bem como a cultura de consumo de álcool ao ar livre.
ARREGAÇAR AS MANGAS
Um dia após a divulgação das medidas, com base num trabalho coordenado, Alexandre Muianga, vereador das Actividades Económicas e Turismo, e o porta-voz da Polícia Municipal, Naftal Lay, fizeram-se à praia da Costa do Sol para sensibilizar os utentes e monitorar acções em curso para estancar a venda e o consumo de bebidas alcoólicas.
A investida visava inverter um cenário caótico testemunhado através de vídeos que circularam pelas redes sociais na semana finda. A maior parte retratava actos de desordem e criminalidade. Tendo em conta a grande adesão e enchentes que se têm assistido aos fins-de-semana, ontem, sábado, um contingente policial foi reforçado com um forte aparato, composto por cerca de 300 agentes de diferentes unidades policiais, designadamente da Polícia da República de Moçambique (PRM), Polícia Municipal, Força Canina, Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e Corpo de Salvação Pública, os quais foram despachados para o terreno. Leia mais…

