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Água potável chega a mil famílias de Mudzingadze

Mais de mil famílias residentes do bairro Mudzingadze, arredores da cidade de Chimoio, capital da província de Manica, consome, desde semana passada, água potável, mercê dos esforços do Conselho Municipal local.

Para resolver o problema de falta do preciso líquido que afectava há vários anos aquela população, o Conselho Municipal de Chimoio desembolsou cerca de quinhentos mil meticais que foram aplicados na aquisição e montagem de dois fontenários públicos.

As fontes serão administradas pela própria população, segundo soube o nosso jornal, durante a cerimónia de inauguração das bombas de água. Estas bombas vem colocar fim ao drama vivido pelos residentes de Mudzingadze que percorriam grandes distâncias a procura de água potável.

Em algumas situações, devido à crise, aqueles residentes dirigiam-se ao rio para obter água para beber, higiene pessoal e outras actividades do dia-a-dia. O problema tornava-se mais crítico na época seca. Nessa altura, a água do único rio que se localiza numa zona mais próxima de Mudzingadze tem desaparecido devido a estiagem, complicando cada vez mais a vida daqueles populares.

Foi assim por esta razão que o Conselho Município de Chimoio decidiu, com fundos próprios, alocar aquele bairro duas bombas de água. A entrega dos fontenários a população foi orientada pelo presidente do Município de Chimoio, Raul Conde. Dirigindo-se aos residentes de Mudzingadze, aquele presidente disse que o aparecimento daquelas fontes enquadra-se nos esforços da edilidade em providenciar mais água potável aos munícipes.

Ele referiu que parte daquele bairro possui água canalizada. Mesmo assim, algumas famílias ainda estavam mergulhadas no sofrimento, deslocando-se para zonas mais distantes, por vezes a madrugada para encontrar algumas botijas de água. Na mesma ocasião, Raul Conde desafiou os beneficiários daqueles dois empreendimentos a fazer o uso racional das fontes para que sirvam por mais tempo e a população circunvizinha.

Temos que usar correctamente estas bombas porque precisamos dela por muito tempo. Passamos por um sofrimento e não gostaríamos de voltar a essa condição. O que apelamos é que todos façam esforço no sentido de as manter em bom estado de conservação. Queremos voltar aqui e ver que as bombas ainda continuam a servir os munícipes. Se vocês não cuidarem, daqui algumas semanas havemos de ouvir que elas já não funcionam e novamente voltaremos ao sofrimento e, consequentemente, beberemos água imprópria para o consumo humano, disse Raul Conde.

Numa cerimónia bastante concorrida pelos residentes daquele bairro, o edil de Chimoio explicou que o município continuará a trabalhar para melhorar a vida dos residentes daquela urbe, cumprindo com o que está plasmado no Plano Económico e Social para este ano, onde uma das prioridades é garantir água aos munícipes.

Sem avançar o número de fontes programadas para o período em referência, Raul Conde referiu que antes de Mudzingadze, vários outros bairros beneficiaram de fontenários e num futuro não muito distante, outras bombas serão inauguradas, o que vai fazer com que a população passe efectivamente a beber água potável.

Em jeito de resposta aos apelos deixados por aquele edil, os residentes de Mudzingadze disseram ao presidente do município que tudo farão para conservar as bombas. Maria Luísa Paulino descreveu em poucas palavras o sofrimento que viveu com a falta de água potável naquela zona. Referiu que várias vezes teve que caminhar de madrugada, sob todos riscos, grandes distâncias para conseguir o precioso líquido. Com as duas bombas ora montadas, a dor foi ultrapassada e as pessoas já se sentem aliviadas.  

Estamos aliviados. Sofremos muito. Já estávamos cansados. As fontes vieram no momento exacto. Acredito eu que depois daquilo que passamos durante vários anos, hoje saberemos conservar estes bens que são de todos nós.

Refira-se que o problema de falta de água no bairro Mudzingadze afectou mais as mulheres e crianças em idade escolar. Em várias ocasiões, as crianças em idade escolar eram sacrificadas ao se verem obrigadas a fazer o trabalho de ir buscar água, a mando dos seus próprios pais e encarregados. Muitas delas chegavam atrasar ou mesmo não ir a escola.  

Domingos Boaventura

mingoboasv@gmail.com

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