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Agentes económicos acumularam prejuízos

Agentes económicos das cidades de Nampula e Nacala acumularam prejuízos devido a falta de corrente eléctrica desde o mês passado. Durante quase um mês de apagão, residências, estabelecimentos comerciais, fábricas, unidades sanitárias, entre outros estabelecimentos em Nampula e Nacala recorreram a geradores a diesel ou gasolina.

Quando a noite chegava, só se ouvia som de geradores ligados na sua maioria de restaurantes e pastelarias. Agentes económicos ligados a estes sectores disseram ao domingo que acumularam prejuízos.

Restaurantes sem geradores preparavam refeições a conta-gotas porque não tinham condições para conservá-las.

Momade Bachir, proprietário dum estabelecimento que confecciona refeições no mercado central, da baixa da cidade de Nacala, contou-nos que o rendimento do seu negócio reduziu significativamente nos últimos tempos porque as horas de trabalho e de produção das refeições baixaram.

O nosso interlocutor lamenta o facto de nas últimas semanas ter frustrado os seus clientes, maioritariamente estivadores do Porto de Nacala que trabalham no período nocturno, que passavam as refeições naquele estabelecimento depois do trabalho.

“Nas primárias semanas perdemos muitas caixas de camarão, peixe, frango, chamussas, carne, entre vários produtos que estavam conservados. Agora trabalhamos com dois geradores”, disse.

Falando sobre como é que vinha gerindo o seu negócio nos dias de crise, Bachir disse que a maior parte dos produtos frescos esteve conservada em sua casa e só eram levados para o restaurante quando requisitados.

“Fizemos um investimento que não tem retorno porque para os geradores funcionarem precisavamos de abastecê-los todos os dias. Eram necessários seis litros de combustível para os dois”,referiu.

A nossa equipa de Reportagem visitou a Padaria Nampula que paralisou as suas actividades durante 15 dias por falta de corrente eléctrica. Para revitalizar o negócio, o patronato acabou recuperando um gerador que abastecia corrente eléctrica aos sectores de amassadeira e corte de pão. O gerador funcionava durante duas horas por dia, sendo uma em cada turno.

Sem falar da quantidade total de produção diária, Amade Manlimo, balconista, disse que ela reduziu muito nos últimos dias, porque se trabalhava em função do combustível disponível.

“O gerador funcionava durante uma hora e procuvamos aproveitar ao máximo esse tempo”, descreveu.

Mahomed Nasser, da Construções Nasser em Nampula, disse que para garantir o funcionamento da sua empresa gastava 240 mil meticais por mês em combustível, sendo oito mil por dia.

Nasser disse ainda que a sua oficina nunca parou desde que começou a falta da corrente na zona norte do país.

“A nossa produção é 100 por cento, mas os prejuízos são maiores. Gastávamos 240 mil apenas para abastecer o gerador,disse.

Abibo Selemane

habsulei@gmail.com

Fotos de Carlos Uqueio

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