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Aborto figura nas dez primeiras causas de atendimento

Por Jornal domingo

– Ivânia Euadaba, médica e directora de projectos na Pathfinder em Moçambique

TEXTO DE ALFREDO ARMANDO

A interrupção da gravidez por meio de uma cirurgia ou medicamentos antes de o feto ser capaz de sobreviver fora do útero (aborto) é considerada uma das dez causas de atendimento nas maternidades no país, conforme dados avançados ao domingo por Ivânia Euadaba, médica e directora de projectos da Pathinder Internacional, uma organização não-governamental que actua em Moçambique. Em 2014, Moçambique legalizou o aborto em gravidez com o tempo de até 12 semanas, refere a médica. É aberta excepção em casos de violação, incesto e anomalias fetais graves, podendo, portanto, ser estendido aquele limite estabelecido. A medida visa reduzir o elevado número de mortes devido a abortos inseguros, isto é, feito sem pessoal de saúde treinado ou habilitado, o que pode perigar a vida da mulher ou da adolescente, esclarece.

É frequente a procura do serviço de aborto nas unidades sanitárias do nosso país? 

Ivânia Euadaba, médica e directora de projectos na Pathfinder em Moçambique

Embora o aborto seja pouco falado, posso garantir que muitas adolescentes e mulheres vão às unidades sanitárias à procura deste serviço ou porque querem tratar de uma complicação de um aborto iniciado na comunidade e que tenha corrido mal ou porque o feto saiu espontaneamente ou porque decidem interromper dentro da unidade sanitária.

Nas urgências de ginecologia, em que posição está este serviço?

Numa média de dez primeiras causas que fazem com que a mulher procure atendimento nas urgências de ginecologia do país, está lá o aborto. Leia mais…

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