Nacional

A inveja, a fofoca, a intriga e ódio são inimigos de desenvolvimento

O governador de Inhambane, Agostinho Trinta, está a visitar alguns distritos da província, no quadro da governação aberta e inclusiva. Nestas visitas, Trinta tem estado a manter contactos

com a população, autoridades locais, empresários e outros segmentos da sociedade.

Esta semana o governante escalou os distritos de Panda e Zavala, onde para além de encontros com as autoridades locais orientou comícios populares.  

Nesses encontros, o governador de Inhambane falou longamente sobre aquilo que classifica de ‘barreiras ao desenvolvimento’, nomeadamente a inveja, a fofoca, a intriga e o ódio. Para Agostinho Trinta, onde há intriga não há trabalho, pois esta cria vingança tanto na família, bem como na comunidade. ‘São atitudes que atrasam o desenvolvimento’, referiu, tendo acrescentado que ‘se alguém na comunidade comete um erro deve lhe ser chamado a atenção, pois ‘o erro não deve ser tema de conversa no mercado, nos transportes semi-colectivos de passageiros’.

O governador explicou que esse tipo de comportamento compromete os planos de desenvolvimento, numa altura em que a palavra de ordem é a produção de riqueza para a melhoria das condições de vida de cada cidadão.

Num outro desenvolvimento falou sobre a crescente onda de homicídios e assassinatos que ocorrem na província, na sua maioria por acusações de feitiçaria e por ciúmes.

‘A vida é o único bem precioso que o homem tem, chamou atenção, daí que não pode ser posta em causa de qualquer maneira. Ninguém deve pegar na catana, machado, ou outro instrumento para tirar a  vida do seu semelhante.

Ninguém deve ferver água ou óleo para atirar noutro co-cidadão’ disse repetidas vezes o chefe do executivo de Inhambane.

 Outra inquietação do Governador relaciona-se com o aumento de acidentes de viação nas estradas da província.

Aqui o governante pediu a colaboração de todos na busca de alternativas visando contrariar este problema, numa altura em que o relato diário indica o aumento do número de sinistros que diariamente matam e mutilam particularmente ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1).

Aliás campanhas em curso nas estradas da província, visando reduzir o derramamento de sangue, ainda não começaram a surtir efeitos almejados. Prova disso são os balanços semanais sobre a sinistralidade rodoviária.

Semanalmente há registo de casos de acidentes que terminam em mortes, feridos graves e não só.

‘São vidas humanas que são postas em causa precocemente, uma situação que deve ser invertida’,  disse Agostinho Trinta.

Reagindo ao pedido do governador, um agente económico do distrito de Zavala apontou para o excesso de velocidade como principal causa dos sinistros, aliado ao problema da fraca sinalização ao longo da estrada.

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