Internacional

RDC PRECISA MODERNIZAR-SE COMO ESTADO

No que concerne à natureza do conflito congolês, o Presidente Guebuza considera que este “tem a sua história que vem praticamente desde a independência daquele país e um dos resultados disso foi o assassinato do então Primeiro-ministro, 

Patrice Lumumba”.

Com a morte de Lumumba, segundo Guebuza, o problema que reinava na época não foi resolvido e foram entrando outros dirigentes. Um deles é o Tchombe que decidiu fazer a secessão, separando uma zona do Congo rica em minérios do resto do país, pensando que assim controlaria melhor a riqueza do país.

“Tchombe revoltou toda a África na altura e, em particular, a Organização da Unidade Africana (OUA) que se sentiu surpreendida com isso. Ele foi depois preso na Argélia e com todo o apoio africano, ninguém reclamou”, disse Guebuza, explicando que a sua prisão ocorreu na sequência de se ter descoberto que ele estava a fazer contrabando de recursos espoliados no seu próprio país.

Mais tarde, seguiu-se o regime de Mobutu que, segundo Guebuza, ocupou-se na prática muito pouco (no discurso certamente que fez muito) da população congolesa sem falar da institucionalização de tal maneira que se diz que a palavra “orçamento” não parecia existir, daí que os ministros recebiam dinheiro no bolso e tal prática se estendia em cascata para os níveis mais ínfimos de “governação” e , provavelmente, quando chegasse a vez do servente já não havia mais nada para dar.

“E é esta forma de “governação”que ainda não está completamente acabada no Congo. Portanto, o Congo tem problemas profundos de funcionamento adequado de uma instituição digna desse nome em tempos modernos. Por isso, o maior problema está lá mesmo no Congo, que deve organizar-se para estar em melhores condições de se defender de acções de adversários de forças negativas internas e, se houver externas não terão muita facilidade de entrar porque haverá instituições fortes e bem estruturadas naquele país”, disse Guebuza.

Num outro momento, Armando Guebuza classificou de “deveras complexo o problema que se vive no Congo, de tal sorte que, o papel que o presidente Joseph Kabila tem de modernizar aquele Estado é acima do vulgar, acima do esperado de um presidente da República”.

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