Internacional

Genocídio não foi “inevitável”

O Presidente dos EUA associou-se à evocação do 20º aniversário do genocídio no Ruanda recordando que não foi um massacre inevitável mas antes produto de um "esforço deliberado e sistemático" com reacção tardia da comunidade internacional.

"Os genocídios que hoje (segunda-feira) assinalamos, e o fracasso do mundo por não responder mais rapidamente, recordam-nos que existe sempre uma opção. Perante o ódio, temos de recordar a humanidade que compartilhamos. Perante a crueldade, devemos eleger a compaixão.

Perante o rosto da intolerância, nunca devemos ser indiferentes", afirmou em comunicado. "Unimo-nos ao povo do Ruanda nos 20 anos do começo do genocídio que custou a vida a tantos inocentes e que abalou a consciência do mundo. Honramos a memória dos mais de 800.000 homens, mulheres e crianças que foram massacrados sem sentido, simplesmente por serem quem eram ou o que eles pensavam que eram", acrescentou, citado pela agência noticiosa Efe.

O Presidente norte-americano recordou que o "genocídio do Ruanda não foi um acidente nem foi inevitável". "Foi um esforço deliberado e sistemático por parte de seres humanos para destruir outros seres humanos", sublinhou. Meses antes do início do conflito em 6 de abril de 1994, com o assassinato do presidente ruandês Juvenal Habyarimana, a ONU tinha avisos concretos sobre a situação explosiva que se perspectivava, mas tardou diversas semanas em reconhecer que se estava perante um massacre. 

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