Internacional

De “parceira estratégica” à “ameaça mais significativa” – Rússia na cimeira da OTAN

Realizou-se, semana passada, a cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Madrid, na Espanha, para actualizar o “conceito estratégico” da aliança. Quando a cimeira iniciou, a Rússia continuava a ostentar o estatuto de “parceira estratégica” do “braço armado” dos EUA e seus aliados. No entanto, no final do encontro foi anunciado que esse estatuto não só foi revogado, como também o país de Putin passa a ser considerado formalmente como a “ameaça mais significativa” dos membros da aliança. Além de mirar a Rússia, o novo “conceito estratégico da OTAN incluiu a China, pela primeira vez, à lista dos desafios aos “interesses, segurança e valores” da aliança no sistema internacional. Durante a cimeira foi igualmente formalizada a candidatura da Finlândia e da Suécia como membros da aliança transatlântica. Estão, portanto, lançado o ingredientes que comprovam a intenção dos líderes da OTAN estenderem a sua hegemonia a nível global e conterem qualquer adversário que pretenda o mesmo.

O “conceito estratégico” é um documento da OTAN que define aquilo que os membros desta aliança militar percebem como desafios à sua segurança e traça as prioridades políticas e militares a desenvolver para os enfrentar. Geralmente o documento é actualizado a cada 10 anos desde o fim da ocidentalmente designada Guerra Fria, para ter em conta as mudanças no ambiente de segurança global e garantir que a aliança está preparada para o futuro. A última vez que o “conceito estratégico” foi actualizado foi em 2010, numa cimeira em Lisboa, Portugal. Doze anos depois, os membros da OTAN reuniram-se e fizeram revisões sobre as ameaças e as prioridades. Leia mais…

Por Edson Muirazeque *
edson.muirazeque@gmail.com

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